Arrecadação tem alta real de 5,3% em fevereiro, para R$ 115 bilhões

Segundo dados da Receita Federal, esse é o melhor resultado para esse mês, pelo menos, desde 2007. Órgão diz que atividade econômica e parcelamentos influenciaram o resultado. A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou crescimento real (descontada a inflação) de 5,36% em fevereiro deste ano, para R$ 115,062 bilhões, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (21) pela Secretaria da Receita Federal.
Segundo o órgão, esse foi o maior valor, para meses de fevereiro, desde 2007 – quando o órgão começa a disponibilizar informações da série histórica. No mesmo mês do ano passado, por exemplo, foram arrecadados R$ 109,212 bilhões (valor corrigido pela inflação).
De acordo com o Fisco, esse resultado pode ser explicado principalmente, pela recuperação da atividade econômica, pelas medidas adotadas para a recuperação do crédito tributário (dívidas), pela receita com parcelamentos, e pelo aumento da arrecadação com combustíveis.
No acumulado do primeiro bimestre deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação somou R$ 275,487 bilhões, com aumento real de 1,76% frente ao mesmo período do ano passado. Trata-se do melhor resultado, para o primeiro bimestre de um ano, desde 2014 (R$ 276,177 bilhões).
Meta fiscal
O comportamento da arrecadação é importante porque ajuda o governo a tentar cumprir a meta fiscal, ou seja, o resultado para as contas públicas.
Para 2019, a meta do governo é de um déficit (resultado negativo, sem contar as despesas com juros) de até R$ 139 bilhões.
No ano passado, o rombo fiscal somou R$ 120 bilhões. Foi o quinto ano seguido de rombo nas contas públicas.
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e possíveis impactos inflacionários.