Arrecadação federal recua 0,58% em março, para R$ 109,8 bilhões

Resultado foi divulgado nesta quarta-feira pela Secretaria da Receita Federal. No primeiro trimestre, porém, arrecadação registrou alta real de 1,09%, para R$ 385 bilhões. A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou queda real (descontada a inflação) de 0,58% em março, contra o mesmo mês do ano passado, para R$ 109,854 bilhões, informou nesta quarta-feira (24) a Secretaria da Receita Federal.
Os números mostram que a arrecadação vem registrando errático. Em fevereiro, havia subido 5,36%, mas, em janeiro, houve uma queda real de 0,66%. Nos últimos seis meses, a arrecadação recuou em quatro deles – sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com dados da Receita Federal, esse foi o pior resultado para meses de março desde 2017 – quando somou R$ 106,299 bilhões. No mesmo período de 2018, a arrecadação somou R$ 110,493 bilhões. Os valores foram corrigidos pela inflação.
De acordo com o Fisco, esse resultado pode ser explicado, principalmente, pelo nível da atividade econômica, que veio um pouco acima de março do ano passado, mas também pela queda de receitas com parcelamentos e pela redução de arrecadação com combustíveis.
No acumulado do primeiro trimestre deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação somou R$ 385,341 bilhões, com aumento real de 1,09% frente ao mesmo período do ano passado. Trata-se do melhor resultado, para o primeiro bimestre de um ano, desde 2014 (R$ 393,383 bilhões).
Meta fiscal
O comportamento da arrecadação é importante porque ajuda o governo a tentar cumprir a meta fiscal, ou seja, o resultado para as contas públicas.
Para 2019, a meta do governo é de um déficit (resultado negativo, sem contar as despesas com juros) de até R$ 139 bilhões.
No ano passado, o rombo fiscal somou R$ 120 bilhões. Foi o quinto ano seguido de rombo nas contas públicas.
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e possíveis impactos inflacionários.