Áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia batem recorde em janeiro, aponta Inpe

Sistema do governo federal aponta que permanece tendência de aumento no desmate. Análise do trimestre (novembro, dezembro e janeiro) também indica recorde na série histórica, que começou em 2016. O total de áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia bateu recorde para o mês de janeiro em 2020. De acordo com os dados do Sistema Deter-B, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), foram emitidos alertas para 284,27 km² de floresta – maior índice desde que começou a série histórica, em 2016.
Na análise do trimestre (novembro, dezembro e janeiro), o recorde também foi verificado: foram devastados 1.037 km², a maior área para o período desde que começou a medição. Os especialistas indicam considerar a análise do trimestre para evitar, por exemplo, que a leitura dos dados coletados pelos satélites sejam afetados por interferência de nuvens.
Balanços oficiais de desmatamento da Amazônia confirmam dados de sistema de alerta; entenda
Alertas para fiscalização
Os alertas do Deter são baseados em imagens de satélite e servem para orientar ações de fiscalização. Os dados não são a taxa oficial de desmatamento, que é divulgada uma vez ao ano por meio do Prodes, abrangendo o período de agosto de um ano a julho do ano seguinte.
No entanto, os alertas do Deter são um indício da tendência de devastação. A taxa mais recente, divulgada em novembro de 2019, apontou aumento de 30% no desmatamento da Amazônia, se comparado ao período anterior.
Além disso, ano após ano, a área sob alerta indicada pelo Deter é confirmada pelo Prodes, inclusive indicando que o total de alertas subestima o desmatamento total. No ano passado, a taxa oficial de desmatamento foi 42% maior do que apontava sistema de alertas do Inpe.