Arco de Darwin, formação rochosa em Galápagos, sofre erosão e desmorona


Processo de desgaste foi natural, diz Ministério do Meio Ambiente. Agora, restam apenas dois pilares. Animação mostra antes e depois do desmoronamento do Arco de Darwin
Galapagos National Park via AP e Hector Barrera/Ecuador’s Ministry of Environment/AFP
O Arco de Darwin, formação rochosa no arquipélago de Galápagos (Equador), sofreu erosão e desmoronou no Oceano Pacífico nesta semana. O fenômeno foi observado por mergulhadores na manhã de segunda-feira (17).
Segundo o Ministério do Meio Ambiente do país, o processo de desgaste foi natural. No lugar do antigo arco, restaram apenas dois pilares.
Ao site do jornal britânico The Guardian, a representante de uma entidade ambiental ressaltou que era impossível evitar o desmoronamento, mas reforçou a importância dos esforços de preservação da natureza local.
“O colapso do arco é um lembrete de como o mundo é frágil. Há muito pouco o que podemos fazer para impedir processos geológicos como a erosão, mas nós temos o dever de proteger as ilhas e sua preciosa vida marinha”, afirmou Jen Jones, do “Galápagos Conservation Trust”.
Por mais que a área fosse isolada, sem permissão para a entrada de visitantes, atraía a atenção de mergulhadores no entorno. A região é repleta de tubarões, tartarugas e golfinhos.
Após o desmoronamento, restaram apenas dois pilares
Hector Barrera/Ecuador’s Ministry of Environment/AFP
Batizada com o nome de Darwin
Arco de Darwin, em foto tirada antes do desmoronamento
Galapagos National Park via AP
A formação rochosa recebeu este nome depois que o cientista Charles Darwin visitou a Ilha de Galápagos em 1835. Naquela ocasião, ele examinou aves chamadas tentilhões e desenvolveu a famosa teoria de evolução das espécies.
Mais de um século depois, em 1978, a ilha foi declarada Patrimônio Mundial da Unesco, por causa da fauna e da flora da região.