Arábia Saudita limita peregrinação a Meca somente a muçulmanos que já estejam no país


Visitantes terão que tomar medidas de segurança para evitar a disseminação do novo coronavírus. País é o mais atingido pela Covid-19 na região. Funcionários desinfetam mesquita em Meca, na Arábia Saudita, que reúne milhões de peregrinos anualmente. Foto de abril de 2020
STR/AFP
A Arábia Saudita confirmou nesta segunda-feira (22) a manutenção da grande peregrinação muçulmana rumo a Meca no fim de julho — prática considerada um dos cinco pilares do Islã. No entanto, por causa da pandemia do novo coronavírus, a viagem ficará restrita a “um número muito limitado” de fiéis, ou seja, somente aqueles que já estejam no país poderão participar do Hajj
Segundo a agência de notícias oficial saudita SPA, os poucos peregrinos também deverão adotar uma série de medidas de precaução para conter o novo coronavírus. O regime, entretanto, não detalhou quantas pessoas serão permitidas em Meca.
O anúncio desfaz uma dúvida de milhões de muçulmanos sobre a manutenção da Hajj. No ano passado, 2,5 milhões de pessoas participaram da peregrinação, segundo o governo saudita. O evento nunca foi cancelado nos últimos quase 90 anos, quando o Reino da Arábia Saudita foi formado.
Antes e depois: foto compara movimentação ao redor da Kaaba, em Meca, em 2019 e 2020
Fethi Belaid/AFP/Arquivo e Abdel Ghani Bashir/AFP
Na semana passada, após tomar medidas duras de confinamento, a Arábia Saudita retirou o toque de recolher em vigor em todo o país. No domingo, as mesquitas de Meca reabriram após quase quatro meses fechadas.
A Arábia Saudita é o país árabe do Golfo mais afetado pelo novo coronavírus. Autoridades documentam oficialmente 161 mil casos, com 1.307 mortos.