Após mais de um ano, governo anuncia abertura de emissão de títulos da dívida externa

Última emissão havia sido feita em janeiro de 2018. As emissões da dívida externa não podem ser adquiridas por investidores brasileiros, e servem de referência para empresas. Resultado será anunciado no fim desta quinta-feira. A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (21) que concedeu mandato para a emissão de títulos da dívida externa, em dólares, com vencimento em 2029, ou seja, com prazo de cerca de 10 anos. O título será emitido no mercado global.
A última vez que o governo brasileiro captou recursos no exterior, por meio da emissão de papéis da dívida externa, foi em janeiro de 2018. Naquele momento, foram captados US$ 1,5 bilhão em títulos com vencimento em 2047. A taxa de juros paga aos investidores ficou em 5,6% ao ano.
O resultado dessa operação de lançamento de papéis da dívida externa no mercado internacional será divulgado ainda nesta quinta-feira, no fim do dia.
Referência para empresas
As emissões da dívida externa do país não podem ser adquiridas por investidores brasileiros. Mas o resultado das captações pelo Tesouro Nacional permite que as empresas daqui calculem quanto pagariam para fazer empréstimos no exterior, ou seja, serve de referência para o setor privado.
Os investidores que compram esses papéis da dívida pública pagam em dólar ou outras moedas, como euro, e até em reais. Na data do chamado resgate, eles recebem de volta o valor pago ao governo brasileiro. Além disso, o Brasil paga juros a esses investidores, a cada seis meses ou um ano, dependendo do contrato.
O lançamento de bônus no mercado externo funciona como um leilão: os investidores fazem suas propostas de taxa de juros e quantidade de títulos que desejam receber, e o Tesouro aceita ou não. As ofertas são feitas aos bancos contratados pelo Tesouro Nacional para liderar a operação.