Após jantar com Bolsonaro, CNA diz que ‘mal-entendido’ com países islâmicos é ‘página virada’


Bolsonaro anunciou na semana passada abertura de escritório comercial em Jerusalém. Segundo ministra da Agricultura, países da região ficaram incomodados com decisão. Presidente Jair Bolsonaro discursa em jantar com embaixadores de países islâmicos
Alan Santos/PR
O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou ao blog que, no jantar desta quarta-feira (10) com o presidente Jair Bolsonaro, os embaixadores de países islâmicos ficaram satisfeitos com as explicações dadas pelo governo brasileiro. Com isso, avalia Martins, o “mal-entendido” agora é “página virada”.
O jantar aconteceu dez dias após Bolsonaro anunciar, durante visita a Israel, a abertura de um escritório comercial na cidade de Jerusalém.
A decisão, segundo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, deixou os países árabes incomodados com o Brasil.
De acordo com João Martins, no jantar, foi colocado que os produtores brasileiros têm o objetivo de manter e ampliar os negócios com os países islâmicos.
O presidente da CNA informou ainda que participaram 37 embaixadores e foi dito na reunião que o Brasil produzirá, em 10 anos, 300 milhões de toneladas de grãos.
Acrescentou, também que as exportações de grãos devem ser direcionadas principalmente aos países islâmicos, asiáticos e africanos.