Após Brumadinho e Mariana, Senado aprova lei que obriga empresas a prestarem cuidado a animais afetados por desastres

Projeto também estabeleceu pena de reclusão para o crime e obriga a adoção de medidas preventivas para proteger animais. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (5) um projeto de lei que obriga empresas cujas atividades podem degradar o meio ambiente a adotar medidas preventivas de proteção de animais e a estabelecer regras para cuidados em casos de desastres.
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) é o autor do projeto e afirmou que a mudança na lei foi motivada pela comoção com os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho. Os dois episódios registrados em Minas Gerais afetaram de cães e gatos, a bois, vacas e galinhas que ficaram soterrados na lama.
O projeto estabelece a pena de detenção, de três meses a um ano, e multa para quem provoca desastre que prejudique a vida e o bem-estar de animais silvestres ou domésticos.
O texto foi aprovado em caráter terminativo na comissão. Com isso, a tramitação da proposta é acelerada e o texto pode seguir direto para a Câmara dos Deputados – salvo apresentação de recurso pelos senadores, sem precisar passar por análise do plenário do Senado.
Entre as medidas preventivas, deve estar:
o treinamento de pessoas do quadro organizacional da empresa para busca, salvamento e cuidados imediato dos animais durante ou após o desastre;
o desenvolvimento de um plano de emergência com procedimentos de evacuação dos animais;
restrição do acesso de animais às áreas de maior risco de desastre;
divulgação de material informativo para o quadro da empresa sobre busca, salvamento e cuidados imediatos de animais afetados por desastre.