AP recebeu 25,4 mil visitantes estrangeiros em 2017, diz Ministério do Turismo 


Visitas foram 54% maior que em 2016, e a maioria ocorreu através dos rios. Turista estrangeiro registra visita à Fortaleza de São José, em Macapá
John Pacheco/G1
O Amapá recebeu 54% de visitantes estrangeiros a mais em 2017 do que no ano anterior, segundo o Ministério do Turismo. O órgão analisou dados informados pela Delegacia de Migração da Polícia Federal, que revelaram que o Brasil registrou recorde de entrada de turistas estrangeiros no ano passado.
De acordo com o governo, foram 25.425 turistas no estado em 2017, e 16.507 em 2016. Os números recentes são maiores até mesmo que em 2015, quando foram registrados 18.386 pessoas de outros países no Amapá.
A maior parte das visitas em 2017 foram feitas via fluvial (22.634). A pesquisa não informou o número de estrangeiros que chegaram via transporte aéreo.
Ao todo, foram mais de 6,5 milhões de estrangeiros visitando o país no ano passado, representando uma alta de 0,6% se comparado ao período anterior.
O Amapá foi o estado da região Norte que mais apresentou crescimento na entrada de visitantes estrangeiros: Acre teve aumento de 5,41%; Roraima, 2,91%; Pará, 20,17%; e Amazonas, 25,87%. Tocantins e Rondônia não apresentaram os dados a tempo.
O turismólogo Sandro Bello, da Associação Brasileira de Profissionais do Turismo (ABBTur), diz que esse crescimento após dois anos em baixa é importante. Ele afirma, porém, que a quantidade de turistas foi menor, mas não deixou de ser expressiva, mesmo o Ministério do Turismo analisando dados que contabilizam a entrada de todos os estrangeiros, até mesmo os que estão apenas de passagem.
“Isso representou um movimento econômico de mais de R$ 50 milhões, nos 52 seguimentos econômicos da atividade turística, principalmente no que diz respeito à hospedagem, transporte interno e alimentação”, disse Bello.
De acordo com o especialista, apesar da proximidade com a Guiana Francesa e a liberação da Ponte Binacional Franco-Brasileira em 2017, que liga o Amapá ao território francês, esse aumento não tem influência da visita dos guianenses, devido burocracias e falta de acordos entre os dois países.
“No início de 2018 foram retomadas algumas relações, tanto do ponto de vista empresarial e político. A tendência é esse fluxo de pessoas aumentar, via ponte binacional”, finalizou o turismólogo.
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