Aos 70 anos, compositor Cleber Augusto ganha as flores em vida


Integrante do Fundo de Quintal por 20 anos, bamba carioca tem obra celebrada pelo grupo Arruda em álbum ao vivo. ♪ Integrante do grupo Fundo de Quintal por 20 anos, precisamente entre 1983 e 2003, o cantor, compositor e violonista carioca Cleber Augusto nunca foi tão lembrado e reverenciado como Arlindo Cruz, Jorge Aragão e outros bambas da mesma geração de ouro do samba que frutificou nos quintais do Rio de Janeiro (RJ) ao longo dos anos 1980.
Por isso mesmo, o tributo fonográfico do grupo carioca Arruda a Cleber Augusto da Cruz Bastos – atualmente com 70 anos, completados em 4 de agosto de 2020 – tem especial relevância.
Gravado ao vivo em 15 de setembro de 2019, em apresentação feita pelo Arruda no palco da Comunidade Samba do Maria Zélia, na cidade de São Paulo (SP), o álbum ao vivo Flores em vida – Arruda canta Cleber Augusto será apresentado paulatinamente em série de três EPs.
Capa do EP ‘Flores em vida – Arruda canta Cleber Augusto vol. 1’
Divulgação
O primeiro EP já entrou em rotação nos players digitais na sexta-feira de Carnaval virtual, 12 de fevereiro, com cinco músicas do repertório de Cleber Augusto (artista por ora impedido de cantar por conta de câncer nas cordas vocais).
Dessas cinco músicas do primeiro volume do tributo, quatro – Deixe estar (Cleber Augusto, 1999), Falso herói (Cleber Augusto, Djalma Falcão e Bicudo, 1996), Lucidez (Cleber Augusto e Jorge Aragão, 1991) e Minhas andanças (Cleber Augusto e Jorge Aragão, 1984) – são de autoria do compositor.
Já Nosso grito (André Renato, Riquinho e Sereno, 1999) é samba que, mesmo sem o nome do bamba nos créditos, batizou álbum do Fundo de Quintal em 1999, quando Cleber Augusto ainda integrava o grupo.
A cantoria do Arruda em homenagem a Cleber Augusto foi gravada para o disco sob direção musical do cavaquinhista e arranjador Alessandro Cardozo.
Atualmente um septeto formado por Anderson Popó (percussão), Armandinho do Cavaco (cavaquinho e bandolim), Fabão Araújo (surdo), Gustavo Palmito (repique de mão), Marcelinho (tan tan), Maria Menezes (voz) e Nego Josy (voz e pandeiro), o grupo Arruda ainda contava com o violonista Vitor Budoia na época da gravação ao vivo do álbum Flores em vida – Arruda canta Cleber Augusto.