Antônio Carlos & Jocafi reciclam afro-samba-funk de 1972 em single com orquestra carioca


♪ Blockbuster que há 50 anos impulsionou o primeiro álbum de Antônio Carlos & Jocafi, Mudei de ideia (1971), o samba Você abusou alicerçou a trajetória então recente dos cantores, compositores e violonistas baianos Antônio Carlos Marques Pinto e José Carlos Figueiredo. A ponto de ter ofuscado o repertório autoral do álbum seguinte dos artistas.
É neste álbum sagazmente intitulado Cada segundo e lançado em 1972 que Antônio Carlos & Jocafi apresentaram Simbarerê, afro-samba-funk que permaneceu esquecido na discografia da dupla. Até então.
Regravado pela primeira vez após 49 anos, Simbarerê ressurge em single que chega ao mundo digital na próxima sexta-feira, 8 de outubro, marcando a estreia do projeto Afro Funk Brasil. Trata-se da junção de Antônio Carlos & Jocafi com a Orquestra de Violões do Forte de Copacabana.
Capa do single ‘Simbarerê’, de Antônio Carlos & Jocafi com Orquestra de Violões do Forte de Copacabana
Divulgação
Arquitetado pela diretora do Instituto Rudá, Márcia Melchior, admiradora das músicas menos conhecidas da discografia da dupla, Afro Funk Brasil nasceu para reciclar os lados B de Antônio Carlos & Jocafi com os toques dos violões da dupla e com a big-band carioca de formação e caráter inclusivos.
Embora o nome dê pista falsa, a Orquestra de Violões do Forte de Copacabana reúne jovens músicos que tocam não somente violões, mas também instrumentos de percussão e sopros, sobressalentes no suingue reprocessado de Simbarerê.
O single Simbarerê tem pegada, mas, justiça seja feita à dupla, a pulsação da gravação original do álbum de 1972 em nada fica a dever ao suingue de 2021.