Amapá tem a maior participação do país de idosos em eleições, aponta TSE


Em 2014, um total de 69% dos eleitores acima dos 70 anos compareceu aos locais de votação. Atualização biométrica e dever cívico são apontados pela Justiça como fatores para a presença. Cerca de 40 mil idosos estão cadastrados como eleitores no TRE do Amapá
Reprodução/Rede Amazônica
O Amapá apresentou em 2014 a maior taxa proporcional do país de idosos que compareceram às eleições, segundo números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Naquele pleito, que elegeu presidente, senador e governador, por exemplo, o comparecimento de votantes acima dos 70 anos foi de 69% no estado, apesar de o voto não ser obrigatório nessa faixa.
Dos 490 mil eleitores amapaenses, cerca de 40 mil são idosos, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá. O índice de presença é bem superior a outros estados do Norte, como Pará e Amazonas, que tiveram cerca de 30% de comparecimento nas urnas.
Para o assessor jurídico da presidência do TRE do Amapá, José Seixas, o índice baixo de abstenção foi provocado por diferentes motivos, entre eles a implantação do sistema de identificação biométrica dos eleitores, que ocorreu entre 2013 e 2014.
“Também há outro fator, que é sociológico. Os idosos têm essa noção de cidadania, dever cívico de comparecer às urnas muito mais apurado do que os mais jovens. Isso serve como um bom exemplo”, explicou Seixas.
Vontade de praticar o dever cívico é o que não falta para a aposentada Josefa de Sá Miranda, de 86 anos. Ela, que nasceu e morou a vida inteira em Macapá, afirma que não deixou de votar desde os 18 anos.
“Eu sei que não tenho obrigação de votar, mas como sou brasileira e tenho esse direito enquanto a minha mente funciona, eu voto. Eu faço questão de conhecer e procurar saber quem são os candidatos. Eu convivi com a segunda guerra mundial e a Ditadura Militar, então eu acho que em certos pontos de vista a democracia é melhor, aproveito isso”, certificou Josefa.
A Justiça Eleitoral reforça que os idosos com mobilidade reduzida podem pedir transferência nos cartórios eleitorais caso desejem votar em uma sessão especial, mais confortável.
“Todas essas facilidades contribuem para que o eleitor com mais de 70 anos possa ter o direto de exercer seu voto. Eles não são obrigados a votar, é facultativo. No cenário político brasileiro tivemos anos atrás alguns fatores que desestimularam um pouco o eleitor a comparecer nas urnas, mas o eleitor com mais de 70 anos continuou e o nível é sempre crescente do comparecimento”, comentou Seixas.
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