Além do scooter HD 300, Dafra terá mais 2 lançamentos em 2020


Montadora brasileira diz que uma das novas motos será a sua mais vendida no Brasil. Mesmo com a chegada do novo scooter, marca garante também que Citycom 300i continua em linha. Dafra HD300 chega em maço ao Brasil
Marcelo Brandt/G1
Completando 12 anos de história, a marca brasileira de motos Dafra espera ganhar novo fôlego no mercado nacional com ao menos 3 novidades importantes em 2020. O primeiro lançamento para o ano é o scooter HD 300, em março, mas mais duas motos chegam no segundo semestre.
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Sem revelar quais são esses produtos, a empresa destaca que sua origem deve vir dos dois principais parceiros internacionais da Dafra: a SYM, de Taiwan, e a TVS, da Índia.
“Queremos fortalecer nossas parcerias com essas duas empresas (SYM e TVS), elas têm produtos bem atrativos. Eles são viáveis e temos interesses”, disse José Ricardo Teixeira, gerente comercial da Dafra.
Com os 3 lançamentos de 2020, a empresa terá uma linha bastante renovada, se unidos as recém-chegadas NH 190 e Apache RTR 200.
Dafra NH 190 é a primeira trail da marca
Rafael Miotto/G1
Mais um scooter vem aí?
Não é segredo para ninguém que o maior sucesso da Dafra é o Citycom 300i. Mesmo com a chegada do HD 300, a empresa garante que seu “best-seller” continuará em linha.
“Não temos a possibilidade de o Citycom sair. Teremos a opção 300 mais barato, e um produto com mais tecnologia. O Citycom continua em linha, é o nosso principal produto por enquanto”, ressalta Teixeira.
Quando chegou ao mercado, em 2010, o modelo “nadou” sozinho em um segmento de scooters de 300 cc sem concorrentes diretos, e somente nos anos recentes viu a chegada de adversários da Honda, Yamaha e Kymco.
No entanto, a receita do sucesso não funcionou para a Cityclass 200i. Sem um parceiro reconhecido como a SYM por trás do projeto, o modelo não embalou no Brasil, e viu nesse meio tempo os scooters concorrentes, como o Honda PCX 150 e Yamaha NMax alcançarem números expressivos de vendas – atualmente, estão no top 15 de vendas de motos no Brasil.
Dafra Citycom S 300i ABS
Dafra/Divulgação
Seria então a hora de a Dafra ter um novo scooter de entrada? “Acho que já até passou um pouquinho do momento. A gente tem boas perspectivas de preencher aí melhor os nossos espaços com scooter em categoria que não está hoje”, responde Teixeira.
Se a Dafra vai lançar mais um scooter ainda este ano é um mistério, mas a expectativa é que, entre as novidades, surja o novo modelo mais vendido da marca.
“O Citycom deve perder um pouco sua representativa e tem uma tendência de ser superado por um produto novo que vamos lançar”, acrescentou.
Perda de concessionárias
Quando começou suas vendas no Brasil, em 2008, em uma explosão meteórica, a empresa vendeu 88.523 unidades naquele ano, se tornando a 3º principal marca de motos do Brasil. Depois do ano de estreia, a montadora foi diminuindo seu patamar de vendas.
“Em 2011 começamos a nos reposicionar no mercado, lançando modelos de maior cilindrada, e consequentemente de menor volume. Então foi uma escolha estratégica de deixar de competir em segmentos que dependam fundamentalmente do crédito”, aponta José Teixeira.
Todo o mercado de motos foi abalado pela crise de crédito, indo das 2 milhões de motos anuais de 2011, para as 800 mil de 2017. Atualmente, o patamar está em 1 milhão de motos ao ano. Em 2019, a montadora brasileira vendeu 3.340 motos, mas espera que o número aumente em 2020.
Com a diminuição das vendas, a Dafra também perdeu concessionárias pelo país, mas muitas motos que saíram de linha ainda rodam por aí nessas cidades.
“Nessas regiões onde não tínhamos mais o potencial para termos concessionária, nós expandimos nossa rede de assistência técnica para não deixarmos nossos clientes desassistidos”, argumenta a marca.
Em 2012, a empresa tinha 200 concessionárias e 7 assistências, o que passou para as atuais 50 concessionárias e 100 assistências técnicas pelo país. Mesmo assim, os estados do Amapá e Roraima ainda não contam com serviço autorizado de manutenção.
Dafra Riva 150 foi um dos modelos que saiu de linha; ela era da antiga parceira Haojue
Zhou Pengcheng/ Divulgação
Vendas de peças pela internet
“O consumidor pode estar em uma cidade em que a concessionária realmente fechou ou saiu, e não teve essa reposição. Ele se sente meio abandonado. Então nós focamos em abrir o máximo possível de assistências técnicas, e também fazer a assistência técnica e o e-commerce”, explica Rogério Yared, gerente de pós vendas da Dafra.
De acordo com a marca, a modalidade de vendas pela internet já representa 30% das peças vendidas pela empresa, que faz a entrega dos itens na casa do consumidor.
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