Alcione faz décima live e diz que mudou de ideia sobre formato: ‘No início deu muita preguiça’


Ela canta neste sábado (15), a partir das 18h, no palco do Vivo Rio com transmissão do show a R$ 10: ‘Fui aprendendo como funciona esse mundo novo e gostei demais da experiência.’ Alcione se apresenta em live no palco do Vivo Rio com a Banda do Sol neste sábado (15)
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“Passo muito álcool em gel na mão e lembro todo mundo de usar máscara na rua. Eu sou do grupo de risco, não posso bobear.” É assim, com bastante cautela, que Alcione enfrenta os tempos de pandemia do novo coronavírus.
Em casa desde o início do distanciamento social, a cantora encontrou nas lives uma forma de matar a saudade do que mais gosta de fazer: cantar para o seu público. Neste sábado (15), Alcione sobe ao palco do Vivo Rio ao lado da Banda do Sol para uma live.
“Dessa vez, a live tem um formato diferente, com banda me acompanhando e tudo. É bom que dá para matar a saudade desses meses que estamos todos distantes. O povo vai sentir isso de casa, essa emoção de show, sabe?”, diz Alcione ao G1. Ela completa 48 anos de carreira e a décima live no período da pandemia.
“No início deu muita preguiça de fazer live, porque eu gosto mesmo é de contato com o público. Acho que todo artista gosta disso e sente falta. Mas também sentia falta de seguir cantando. Fui aprendendo como funciona esse mundo novo e gostei demais da experiência”, conta ela.
Amigos do telefone, haters da internet
Aos 72 anos, Alcione mantém contato com os amigos pelo telefone e evita sair de casa. “Não sinto falta da rua, a minha rotina sempre foi dentro de casa. Ligo para saber quem está se cuidando… Às vezes, é aquele amigo que está precisando bater um papo, afastar a solidão. Mas isso tudo vai passar. A gente precisa ter fé.”
Aos 72 anos, Alcione completa 48 anos de carreira e 42 discos lançados
Marcos Hermes / Divulgação
Se o telefone é um aliado, a internet ainda é um mundo um pouco desconhecido para a Marrom. Ou nem tanto. “Não sou uma boa internauta. Até acompanho algumas coisas, porque é uma ferramenta que passa informação e precisa ser usada para o bem.”
“Vejo muitos comentários cruéis, não gosto de interagir com isso. Mas nada disso me afeta, porque comigo o buraco é mais embaixo. Não me preocupo se for preciso perder meu Instagram. Vou responder o que tiver que responder.”
Novo álbum e a história de vida
Em seu novo álbum, “Tijolo por tijolo”, lançado em maio, Alcione diz que viu a síntese da sua vida e da sua carreira feita em música. “Fui conquistando com um passo de cada vez, degrau por degrau, e hoje estou aqui. Foi um tijolo por vez e tenho muito orgulho da minha história e o que esse disco representa”, conta ela, fazendo referência à canção que dá título ao álbum.
Com composições de Toninho Gerais, Serginho Meriti e Jorge Vercillo, entre outros, o álbum é o 42º da cantora maranhense, que ficou sete anos sem lançar uma música inédita.
“Liguei para alguns dos meus amigos compositores e as músicas começaram a chegar. Tem artista que escreve e a música é fatal. Ganha seu coração de primeira. E eu tive oportunidade de reunir grandes compositores que me apresentaram músicas inesquecíveis.”
Para a live deste sábado, além das músicas recém-lançadas, os grandes clássicos não vão faltar. De “Juízo Final” a “Você me Vira a Cabeça”. A live custa R$ 10, com arrecadação para distribuição de vales-refeições às famílias dos profissionais do entretenimento.
“Para mim não vai ter a distância de uma transmissão ao vivo. Vai ser como se a plateia estivesse lotada, me vendo de perto. Sei que vai estar todo mundo me assistindo.”
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