Adriana Calcanhotto encerra celebração de 30 anos de carreira fonográfica com disco de remixes


Produzido com curadoria do DJ Zé Pedro, projeto embala seis músicas da artista para as pistas com as assinaturas de nomes como Fernando Britto e Vizcaya. ♪ Remix século XXI – disco de remixes que Adriana Calcanhotto lança na próxima sexta-feira, 18 de dezembro, com exclusividade na plataforma Apple Music – fecha a celebração dos 30 anos de carreira fonográfica da artista, festejados sem eventos midiáticos e sem retrospectivas banais, com um olho no presente e outro no futuro.
Ao encerrar na madrugada de 9 de fevereiro o braço brasileiro da turnê do show Margem, com show na cidade do Rio de Janeiro (RJ), a artista tinha planos de partir novamente para Coimbra – cidade de Portugal onde vem exercendo o ofício de professora de letras em faculdade local – e de fazer somente mais umas apresentações do show Margem em terras lusitanas, encerrando ciclo de 30 anos de carreira fonográfica iniciada em 1990 com a edição do álbum Enguiço.
Mas eis que a pandemia chegou ao Brasil e atrapalhou os planos da cantora e compositora gaúcha. Sem poder voltar a Portugal, Calcanhotto ficou no Brasil e, diferentemente do que planejara para 2020, se dedicou bastante à música, lançando álbum com composições inéditas feitas sob influência do isolamento social – Só, editado em maio – e assinando contrato com a gravadora Biscoito Fino para edição de CD ao vivo e DVD com a gravação do show Margem.
Produzido com curadoria do DJ Zé Pedro e aval de Calcanhotto, o disco Remix século XXI fecha o ano fonográfico da cantora com alusão no título ao nome da música Remix século XX, parceria da artista com Waly Salomão (1943 – 2003) apresentada há 20 anos pela cantora no álbum ao vivo Público (2000).
Com autoridade de ter recebido o sinal verde da artista há 18 anos para produzir colagem com gravações de Calcanhotto em faixa intitulada Senhas – Jogo linguístico e lançada pelo DJ no disco Música para dançar (2002), Zé Pedro armou o tabuleiro de Remix século XXI com a arregimentação de três produtores que, juntamente com o DJ gaúcho, jogam seis músicas de Calcanhotto na pista da house music e derivados desse popular gênero eletrônico.
As canções Mentiras (1992), Esquadros (1992), Senhas (1992) e Cantada (2001) são embaladas para a pista com remixes assinados por Vizcaya, nome artístico usado pelo DJ e produtor musical pernambucano George Mendez, conceituado em nichos eletrônicos europeus.
Pesquisador e entusiasta da obra de Calcanhotto, George M já tinha prontos dois remixes, os de Mentiras e Cantada. Os outros dois – os de Esquadros e Senhas – foram produzidos especialmente para o disco Remix século XXI.
Música recente, composta pela artista neste ano de 2020 para o álbum Só, Ninguém na rua ganha remix assinado por Zé Pedro com Fernando Britto, produtor paulista – residente em Londres – do projeto Tin God.
Também residente em Londres, o gaúcho Eduardo Herrera assina – com o nome do projeto Discotek Ed RMX – o remix da balada Vambora (1998), também creditado a Zé Pedro.
Remix século XXI é o primeiro disco de remixes da obra fonográfica de Adriana Calcanhotto.