Acompanhantes reclamam da presença de ratos e falta de materiais no Hospital Geral de Fortaleza

Problemas foram flagrados em vídeo feitos dentro do hospital. Administração nega a presença de roedores e a falta de insumos. Ratos andando em meio aos corredores com pacientes em tratamento. A situação no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) foi flagrada em vídeo por acompanhantes dos enfermos.
Outros problemas, como a falta de insumos e a demora nos procedimentos médicos, também são denunciados pelos que recebem atendimento na unidade de saúde.
A Secretaria da Saúde do Ceará, responsável pelo Hospital Geral de Fortaleza, afirmou por meio de nota que o estoque de insumos e medicamentos está regularizado e atendendo toda a demanda da unidade.
A direção do hospital negou que haja relato da presença de roedores na unidade, diferentemente do que foi mostrado em vídeo feito por acompanhante de paciente. Também informou que, até esta quarta (28), 110 pacientes eram atendidos no que chama de área “extraleito”, com atenção de profissionais e garantia de exames, aguardando encaminhamentos para os leitos.
Espera por cirurgia
A dona de casa Marcinette Ribeiro, contudo, relata outra situação. Ela acompanha o marido, Edmilson Ribeiro, que chegou no HGF por conta de uma ferida no pé. Vinte dias depois, ele ainda aguarda uma cirurgia. O caso se agravou porque ele é diabético.
“Ele entrou aqui com um ferimento no pé, no dedo, aí o médico disse que era pra amputar. Fizeram os exames e viram que tinha que fazer angioplastia, para desentupir as artérias que estão com problema. Só que o médico falou que não tem as agulhas”, expõe Marcinette.
A dona de casa se ofereceu para comprar o material necessário para o procedimento, mas ela afirmou que o hospital não quis receber. Só foram aceitos os medicamentos que o esposo já costuma tomar.
Sobre o paciente Edmilson Ribeiro, a Secretaria da Saúde disse que ele está sendo atendido, mas aguarda a cirurgia.
Pacientes nos corredores
A direção do hospital negou que haja relato da presença de roedores na unidade, diferentemente do que foi mostrado em vídeo feito por acompanhante de paciente. Também informou que, até e, 110 pacientes eram atendidos no que chama de área “extraleito”, com atenção de profissionais e garantia de exames, aguardando encaminhamentos para os leitos.
A cuidadora Luzilene Bezerra, que zela por uma jovem com deficiência, relatou que, além da má disposição das macas dos pacientes, os acompanhantes são acomodados em cadeiras de plástico. “Está um horror. Os pacientes estão todos no corredor, jogados na sujeira. Essa menina que eu cuido só veio para uma cama nesta quinta-feira (29). Desde segunda-feira (26), ela estava lá na maca, no chão, jogada como um cão sarnento”, conta.

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