2,5% dos cursos de graduação avaliados pelo MEC em 2019 recebem nota máxima, e 8% têm qualidade insatisfatória


Conceito Preliminar de Curso (CPC) avalia, nesta edição, graduações nas áreas de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo. Nota leva em conta, principalmente, desempenho dos alunos e formação dos professores. Laboratório de Ressonância Magnética Nuclear (LabRMN), do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Marcos Solivan/UFPR
Dos mais de 8 mil cursos de graduação avaliados pelo Ministério da Educação (MEC) em 2019, apenas 2,5% receberam a nota máxima de qualidade. No outro extremo, 8% foram classificados como “insatisfatórios”. Os resultados foram divulgados pela pasta nesta quarta-feira (9).
Na avaliação, chamada de “Conceito Preliminar de Curso” (CPC), é atribuída uma nota de 1 a 5 – quanto mais alta for a pontuação, melhor. São levados em conta:
o desempenho dos alunos na graduação e na prova do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade);
o nível de formação acadêmica dos professores;
o regime de trabalho dos docentes (se é de dedicação integral ou parcial);
a percepção dos estudantes sobre a qualidade do curso.
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Em 2019, o MEC calculou o CPC dos cursos de ciências agrárias, ciências da saúde, engenharias, arquitetura e urbanismo; e dos cursos tecnológicos de ambiente e saúde, produção alimentícia, recursos naturais, área militar e segurança. Graduações em que menos de dois estudantes prestaram o Enade não foram avaliadas.
As notas são usadas, por exemplo, para a distribuição de vagas em programas do governo federal. Quando o CPC é de 1 ou 2, o MEC o considera “insatisfatório”. Foi o caso de 9,6% dos cursos de instituições privadas e de 3,4% dos de públicas.
No total, considerando todas as esferas administrativas, 687 cursos tiveram notas baixas – cerca de 8% de todos os avaliados em 2019. Na edição anterior, de 2016, o índice era um pouco menor: 7,4%.
Nota máxima
Dos mais de 8 mil cursos avaliados, apenas 212 (2,5%) receberam CPC 5.
Entre as instituições privadas, 2% tiraram a nota máxima. Nas públicas, o desempenho foi melhor: quase 4% ficaram no topo.
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