1º lugar em medicina da Unifesp, jovem de 18 anos usa piano para driblar nervosismo e aliviar stress


Estudante foi aprovado no curso mais concorrido da instituição, com 161,26 candidatos por vaga. Além do instrumento, prática de vôlei também foi escape diante da rotina de estudo. Vinicius Pinto Brito, de 18 anos, foi o primeiro colocado no vestibular de medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Arquivo Pessoal
Morador de Mogi Mirim (SP), o jovem de 18 anos Vinicius Pinto Brito foi o primeiro colocado no vestibular de medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deste ano. Aprovado no curso mais concorrido da instituição, o estudante aliou os estudos à prática do piano, instrumento que trazia calma em momentos de tensão.
O estudante relata que, ao chegar cansado do curso preparatório, procurava o piano para aliviar o estresse.
Às vezes, inclusive nos vestibulares, naquele momento antes de começar a prova quando dá aquele nervoso e todas as ideias passam na cabeça, fazia os movimentos do piano com os dedos só para pensar em outra coisa que não fosse o vestibular.
Além do piano, Vinicius conta que recorria à prática de vôlei como forma de lazer e reforça a importância de momentos de descontração para o sucesso dos vestibulandos. “Manter a calma acaba sendo mais difícil. Além do aluno ter que se preparar com conteúdo e com as aulas, acaba sendo muito importante relaxar, cuidar da própria saúde mental”.
Pais de Vinicius Pinto Brito incentivaram a escolha do filho e comemoraram a aprovação
Arquivo Pessoal
A rotina de Vinicius incluía uma programação de estudos focada em biologia, disciplina na qual tinha mais dificuldade. Como sempre teve em mente a Unifesp, o vestibulando também focou nas matérias específicas para seu curso: química, física, matemática, português, literatura e redação.
Na prova do vestibular, o estudante diz que, na escala de zero a 11 pela qual é avaliada a redação, tirou nota 10,5. Já as provas de português e física, que têm 25 e cinco questões, respectivamente, afirma ter gabaritado.
Concorrência
A escolha do curso de medicina aconteceu no ensino médio, quando começou a procurar possíveis carreiras. “É um curso onde é muito fácil você conseguir fazer a diferença e ajudar as pessoas diretamente”, justifica Vinicius. A alta concorrência, no entanto, causou insegurança. Neste ano, a relação candidato-vaga para o curso na Unifesp era de 161,26.
“A concorrência me assustou muito. No começo do ano, inclusive, eu quase mudei de curso, em grande parte por causa da concorrência”, relembra o jovem.
Meu principal conselho é não se comparar com os outros, principalmente no cursinho, um ambiente muito competitivo. É importante manter a confiança no seu próprio trabalho, saber seu potencial, seus limites, seus pontos fortes e fracos para direcionar melhor os estudos.
Para os vestibulandos dos próximos anos, Vinicius deixa dicas práticas e que funcionaram em sua trajetória. “Vejo muita gente estudando mais tempo do que eu, mais horas por semana e por dia, mas não acaba sendo um estudo efetivo […] Saber direcionar o estudo é essencial e foi a principal coisa que eu fiz, que me ajudou e pode ajudar mais pessoas”.
*sob a supervisão de Arthur Menicucci
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