14 capitais contam com serviços de compartilhamento de bicicletas; patinetes chegam a 9


São Paulo já oferece também scooter e bicicletas elétricas nesse sistema. Aumento da circulação desses veículos alternativos cria desafios de convivência: veja o que diz a lei. Bicicletas compartilhadas já estão em 14 capitais brasileiras e criam desafio de convivência com os pedestres
Marcelo Brandt/G1
O serviço de compartilhamento de bicicletas e patinetes está se espalhando por todo o Brasil. Um levantamento do G1 aponta que 13 capitais, além de Brasília, já contam o serviço para bicicletas. Os patinetes elétricos, mais recentes, já estão em 9 dessas cidades.
Maior centro de startups de mobilidade do país, São Paulo foi pioneira e agora oferece até scooters e bicicletas elétricas nesse sistema, o que também deverá se expandir para outras localidades.
Pode na calçada? Veja regras para esses veículos
O aumento desses serviços também tem gerado questões de convivência entre os que recorrem aos veículos alternativos e os motoristas, motociclistas e pedestres.
Não é incomum ver patinetes na rua, onde circulam carros e motos, e na calçada. Esses pequenos veículos também dividem espaço com as bicicletas nas ciclovias. E, como parecem ser simples de usar, atraem mesmo quem não tem experiência.
Veículos alternativos de mobilidade estão espalhados pelo Brasil
Rodrigo Sanches/G1
‘Parece brinquedo’, mas não é
“Estava na ciclofaixa, o acelerador do patinete travou, perdi o controle e fui arremessada para a pista”, conta a designer Carolina Araújo Torres, de 22 anos. O acidente foi na Avenida Paulista, um dos pontos de São Paulo onde existe grande fluxo de bicicletas e patinetes na ciclovia.
A queda provocou escoriações, um dente quebrado e outro deslocado. Não era a primeira vez que Carolina usava patinetes na cidade e ela nunca tinha tido nenhum problema.
“Acredito que nunca mais eu suba em um patinete. Acho que a manutenção deles precisa ser mais assertiva”, afirma Carolina. Para ela, o acidente foi causado por uma falha mecânica.
A designer guiava um veículo da Scoo, uma das pioneiras em patinetes compartilhados no país e que tem os veículos de cor branca com detalhes amarelos.
“Nossa equipe técnica vistoriou o patinete e ele não apresentou nenhum defeito. Em 7 meses de operação tivemos somente este acidente”, explica Marcos Bigongiari, diretor de operações da empresa. “A Scoo é a única a fornecer junto com o patinete um capacete para o usuário.”
Patinetes não estão liberados para rodar nas ruas
Marcelo Brandt/G1
Ainda não existem números oficiais sobre acidentes com patinetes ou bicicletas compartilhadas no Brasil. Como acontece com a Scoo, as empresas que oferecem patinetes possuem seguros para danos físicos causados nos usuários. A HDI Seguros, que trabalha com a Grin, relatou casos de seguros acionados em acidentes com patinetes, mas afirmou que “não foram graves”.
Apesar de a velocidade nesses veículos ser inferior à de carros e motos, ela é suficiente para causar estragos, alerta Marcos Leonhardt, do Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
“Um trauma a 20 km/h, com uma desaceleração brusca, é equivalente a uma queda de 3 metros”, aponta o médico.
Para o especialista, a aparência inofensiva desses veículos acaba dando uma falsa impressão para o condutor. “Você anda descontraído, não leva tão a sério como uma moto, parece um brinquedo, algo divertido, e baixa a guarda”, acrescenta Leonhardt.
O que diz a lei de trânsito
O Código de Trânsito não tem um capitulo sobre os patinetes, por exemplo. Mas eles se encaixam em uma categoria que tem suas restrições.
Patinetes, bikes e scooters; saiba como usar
Veja mais sobre o que diz a lei sobre os principais veículos compartilhados no país.
Patinetes elétricos
Patinetes elétricos podem rodar em ciclovias, ciclofaixas e calçadas, mas com velocidade limitada
Marcelo Brandt/G1
O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) diz que eles devem atender às regras para “equipamentos de mobilidade autopropelidos” (com algum tipo de motorização e com as dimensões de largura e comprimento iguais ou inferiores às de uma cadeira de rodas).
Esses veículos não podem rodar na rua, em meio aos carros e motos, mas estão liberados nas calçadas e ciclovias desde que observem certos limites de velocidade.
Em áreas de circulação de pedestres, ciclovias e ciclofaixas, não podem passar de :
6 km/h em áreas de circulação de pedestres (calçadas, calçadões);
20 km/h em ciclovias e ciclofaixas.
Também é obrigatório o patinete ter indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna, dianteira, traseira e lateral, no equipamento.
Diferente da bicicleta elétrica, os usuários de patinetes elétricos não são obrigados a utilizar capacetes, mas o Denatran recomenda o uso.
De acordo com o órgão, fica a cargo de cada município e do Departamento de Trânsito (Detran) do Distrito Federal regulamentar demais regras sobre a circulação e estacionamento dos patinetes.
Bicicletas
Bicicletas compartilhadas também devem ser utilizadas dentros das leis de trânsito
Marcelo Brandt/G1
Quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento ou não for possível a utilização destes, as bicicletas devem rodar “nos bordos da pista de rolamento”, no mesmo sentido dos outros veículos em vias urbanas e rurais.
Ou seja: pode andar na rua, junto à calçada, mas nada de bicicleta na contramão.
E na calçada, pode? O Código de Trânsito informa que a circulação de bicicletas será permitida “nos passeios” com a autorização dos órgãos responsáveis. Então, depende de cada cidade.
Diferente do que acontece com bicicletas elétricas, a lei não obriga o uso de capacete nas comuns. Mas eles são recomendáveis.
Punições para ciclistas estão previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas ainda não entraram em vigor. A aplicação de multas para usuários de bicicletas e pedestres deveria começar em 2019, mas o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) revogou a resolução que regulamentava as penalidades.
Bicicletas elétricas
Bicicleta elétrica deve seguir regras de trânsito da comum, mas tem regras extras, como obrigatoriedade de usar capacete
Divulgação
Desde 2012, quando um ciclista foi multado no Rio, existem regras específicas para as bicicletas elétricas. Até então, elas eram equiparadas aos ciclomotores (por exemplo, as motos “cinquentinhas”). Depois, acabaram se enquadrando na nova categoria, desde que tenham:
potência nominal máxima de até 350 Watts;
velocidade máxima de 25 km/h;
sistema que garanta o funcionamento do motor somente quando o condutor pedalar;
ausência de acelerador ou de qualquer outro dispositivo de variação manual de potência.
Toda bicicleta elétrica que se enquadre nas características acima pode circular no mesmo ambiente das bicicletas comuns. Mas ela tem regras extras:
é obrigatório usar capacete de ciclista;
é obrigatório que a bicicleta elétrica tenha indicador de velocidade, campainha, sinalização noturna (dianteira, traseira e lateral), espelhos retrovisores em ambos os lados e pneus em condições mínimas de segurança.
Bicicletas elétricas com acelerador continuam sendo consideradas ciclomotores e precisam seguir todas a exigências para veículos motorizados, como emplacamento e ter habilitação.
Scooters
Os scooters elétricos devem seguir exatamente as mesmas regras de trânsito das motocicletas, ou seja, podem rodar apenas nas vias de trânsito de veículos motorizados e estão proibidos de estar nas ciclovias.
Eles devem estar emplacados e o usuário precisa ter carteira de habilitação na categoria A (para motos) ou ACC (para ciclomotor ou ‘cinquentinhas’), caso o scooter tenha potência máxima de 4 kw. Sem ela, não é possível se cadastrar no aplicativo.
Regras para veículos alternativos no Brasil
Diana Yukari/G1
Largados em qualquer lugar
Outra característica do crescimento dos serviços de compartilhamento é ver bicicletas e patinetes “abandonados” pelas calçadas e canteiros. É que o compartilhamento acontece num sistema chamado “dockless”, no qual não é preciso levar o veículo em uma estação.
A bicicleta ou o patinete fica travado em qualquer lugar e é liberado pelo aplicativo. Normalmente, são recolhidos à noite pelas empresas, para manutenção.
Patinetes e bicicletas compartilhadas na Avenida Luís Carlos Berrini, em São Paulo
Marcelo Brandt/G1
Mas pode deixar em qualquer lugar mesmo? As regras de onde se pode estacionar esses veículos devem ser regulamentadas por cada prefeitura.
Em São Paulo, por exemplo, a administração já regularizou a situação das bicicletas e está discutindo o caso dos patinetes. A prefeitura pede que os veículos sejam retirados e deixados em pontos em locais privados indicados pela empresa. Caso isso não ocorra, podem ser apreendidas.
A polêmica sobre o uso de bicicletas e patinetes compartilhadas não acontece somente no Brasil. Cidades americanas e europeias discutem como regular este tipo de veículo. Na China, milhares de bicicletas compartilhadas acabaram fora de uso por estarem danificadas.
Apesar do uso recente, os veículos do tipo “dockless” também já foram alvo de vandalismo no país. Em Ilhabela (SP), os veículos foram jogados ao mar logo após o início da sua operação.
Bicicletas do sistema de compartilhamento são encontradas jogadas ao mar em Ilhabela.
Luane Santana / Arquivo
Espalhados pelo Brasil
Não há como contabilizar a frota dos veículos alternativos no país compartilhados porque algumas empresas não divulgam com quantas unidades operam. Somente a Tembici (que ostenta marcas como a do Itaú) possui 8 mil bicicletas rodando no Brasil.
Veja mais sobre os serviços em cada capital:
Amazonas
Qual serviço tem: Bicicletas compartilhadas em estações pela região central de Manaus na plataforma Manôbike, que começou em abril de 2017.
Média de preço: De R$ 5 (diário) e R$ 10 (mensal). De segunda a sábado, o uso pode ser de 60 minutos ininterruptos, quantas vezes por dia o usuário desejar, desde que respeite o intervalo de 15 minutos entre as viagens. Aos domingos e feriados, o uso passa a ser de 90 minutos.
Estação da ‘Manôbike’ em Manaus (AM)
Lucas Silva/Semcom
Bahia
Qual serviço tem: bicicletas compartilhadas nas plataformas Tembici (laranjinhas) e Salvador Vai de Bike (azulzinhas), que é da prefeitura.
Média de preço: as laranjinhas têm planos diários (R$ 8), mensais (R$ 10) e anuais (R$ 100). O cadastro é feito por cartão de crédito. De segunda a sexta-feira, é permitido usar por 45 minutos; nos finais de semana e feriados, por 90 minutos. Para os primeiros 30 minutos excedentes, são cobrados R$ 3. Depois disso, cada meia hora adicional custa R$ 5. Os usuários podem fazer o empréstimo várias vezes ao dia, desde que façam intervalos de 15 minutos entre cada viagem.
As azulzinhas ficam disponíveis apenas nas ciclofaixas de lazer e turismo da capital, que ficam nos seguintes locais: Barra, Parque da Cidade, Jardim dos Namorados e Avenida Magalhães Neto. Para fazer o empréstimo, é necessário fazer um cadastro, que custa R$ 1, feito através do cartão de crédito. O limite de uso é de 2 h por empréstimo, sendo possível usar mais de uma vez no mesmo dia.
Bicicletas compartilhadas em Salvador
Divulgação/Prefeitura
Ceará
Qual serviço tem: bicicletas compartilhadas (Bicicletar) em estações específicas, desde dezembro de 2014. Em 2017, o sistema também começou a oferecer bicicletas para crianças (Mini Bicicletar).
De acordo com a prefeitura, está previsto para começar a funcionar um novo sistema de compartilhamento de patinetes e bicicletas elétricas. O sistema será do tipo “dockless” (sem estação) com o travamento no próprio veículo.
Média de preço: o Bicicletar e o Mini Bicicletar contam com um passe diário no valor de R$ 5 por 1 hora, em dias de semana e aos sábados, e por 1h30, aos domingos e feriados. O sistema oferece, ainda, passe mensal no valor de R$ 10 e anual por R$ 60. Quem tem cartão Bilhete Único utiliza gratuitamente. O programa Bicicleta Integrada, por sua vez, é gratuito, mediante cadastro, realizado nos terminais de ônibus por portadores do Bilhete Único (cartão que permite pagar uma única passagem de ônibus em quantos veículos quiser no intervalo de duas horas).
Bicicletas compartilhadas em Fortaleza
Nah Jereissati/Agência Diário
Distrito Federal
Qual serviço tem: bicicletas compartilhadas, o +bike, com sistema retirada em estações, e a Yellow, que disponibiliza as bikes nas ruas por “dockless”. Além das bicicletas, a Yellow também oferece patinetes elétricos compartilhados na capital federal.
Média de preços:
Bicicletas: no serviço +bike os passes podem ser anuais (R$ 10), mensais (R$ 6) ou diários (R$ 3). Eles dão acesso ao sistema durante sua validade e o usuário pode retirar e devolver a bicicleta em qualquer uma das estações do sistema. O tempo máximo para cada utilização é de 1 hora, podendo ser excedido mediante pagamento de uma taxa de R$ 5 por cada hora extra. O usuário também pode pegar a bicicleta mais de uma vez ao dia, sem cobrança de taxa adicional, desde que respeitados 15 minutos entre a devolução e nova retirada. Na Yellow, os preços praticados são por tempo de utilização, com valor de R$ 1,50 por cada 15 minutos de utilização.
Patinetes: o valor cobrado nos patinetes da Yellow é de R$ 3,50 por uso + R$ 0,50 por minuto de utilização.
São José passa a ter serviço de patinetes elétricos compartilhados
Divulgação/ Instagram
Espírito Santo
Qual serviço tem: o Bike Vitória existe desde 2016, com sistema de bicicletas adultas e infantis compartilhadas. Desde fevereiro de 2019 a Yellow também oferece bicicletas compartilhadas e patinetes elétricos na capital. Em Vila Velha, a Tembici opera com bicicletas compartilhadas desde março de 2018.
Média de preços
Bicicletas: as bicicletas da Bike Vitória podem ser locadas por planos diários, mensais e anuais. No plano diário a taxa é de R$ 6,70 para a utilização por 1 hora (de segunda a sábado) e 1h30 minutos (domingo e feriados). O plano mensal custa R$ 13,40 e o anual, R$ 83,75.
O usuário pode fazer quantas viagens quiser no mesmo dia, desde que faça um intervalo de 15 minutos entre elas. Caso contrário, será cobrado R$ 6,70 por cada hora excedente (ou a cada 1h30, aos domingos e feriados).
A Yellow cobra é R$ 1 a cada 10 minutos para as bikes, que podem ser usadas todos os dias, por 24h, e podem ser estacionadas em qualquer lugar dentro da área delimitada pela empresa.
Em Vila Velha, a Tembici oferece as bicicletas ao custo de R$ 5,40, no plano diário, para a utilização por 1 hora. O valor da taxa mensal é de R$ 10,80. Da anual, R$ 67,50.
É possível fazer quantas viagens quiser no mesmo dia, desde que haja um intervalo de 15 minutos entre elas.
Patinetes: os patinetes custam R$ 2,50 para desbloquear mais R$ 0,50 a cada minuto de uso. Eles estão disponíveis de segunda a sexta, de 8h às 20h.
A estudante de psicologia Débora Lima utilizando bicicleta compartilhada em Vitória (ES)
Luiza Marcondes/G1
Goiás
Qual serviço tem: desde 2016, Goiânia tem o serviço de bicicletas compartilhadas Gyn Bike. Os patinetes começaram em março de 2019.
Preço médio
Bicicletas: o preço do serviço é de R$ 4 por um dia, R$ 8 pelo passe mensal, R$ 35,00 para o semestral e R$ 70 pelo passe anual.
Patinetes: R$ 3 para o desbloqueio e primeiro minuto de uso mais R$ 0,50 por minuto.
Patinete elétrica para aluguel que começa a funcionar em Goiânia, Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
Minas Gerais
Qual serviço tem: em Belo Horizonte, a empresa Bike BH atua com com bicicletas compartilhadas em estações desde 2015. No início de 2019, a Yellow também começou a operar na cidade com bicicletas e patinetes. Ainda no estado, a cidade de Uberlândia oferece desde 2016 o serviço de bicicletas compartilhadas da Udibike.
Preço médio: R$ 3 pelo uso diário, R$ 9 para uso mental e R$ 60 para uso anual. A Yellow cobra R$ 1 a cada 10 minutos para as bikes. As bicicletas podem ser usadas de segunda a segunda, 24 horas por dia, e podem ser estacionadas em qualquer lugar dentro da área delimitada pela empresa. Em Uberlândia, a Udibke é gratuita, mas deve ser usada no máximo por 2 horas. Se estourar o prazo, o usuário fica bloqueado por 3 dias.
Bicicletas compartilhadas em Uberlândia (MG)
Divulgação
Pará
Qual serviço tem: bicicletas compartilhadas são oferecidas pela Bike Belém na capital do estado desde 2016.
Preço médio: o serviço tem custa de R$ 10 (mensal), permitindo utilizar as bicicletas diversas vezes por dia, válido por 30 dias, realizando viagens gratuitas de até 60 minutos. Viagens com duração de mais de 1 hora custam R$ 5 a cada hora excedente. No plano diário, o valor dica de R$ 5 e possibilita utilizar as bicicletas diversas vezes por dia, válido por 24 horas, realizando viagens gratuitas de até 1 hora. Viagens mais longas custam R$ 5 por hora excedente. Nos dois tipos de planos, as viagens gratuitas devem respeitar intervalo mínimo de 15 minutos entre elas.
Projeto Bike Belém na capital do Pará
Tássia Barros/ Comus
Paraná
Qual serviço tem: a Yellow começou o serviço de bicicletas e patinetes compartilhadas no início de 2019. Ambos são oferecidos sem estação para a retirada (“dockless”).
Preço médio
Bicicletas: R$ 1 a cada 10 minutos.
Patinetes: R$ 3 para desbloqueio e mais R$ 0,50 por cada minuto de uso.
Serviço de compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricos é lançado em Curitiba
Divulgação/Yellow
Pernambuco
Qual serviço tem: Recife conta com o sistema Bike PE de compartilhamento de bicicletas da Tembici desde 2013. Ele abrange cidades da Região Metropolitana, como Jaboatão dos Guararapes e Olinda. Em outubro de 2018 foi inaugurada uma modalidade infantil do serviço. Recentemente, a Yellow passou a disponibilizar bicicletas e patinetes elétricos no Centro e na Zona Sul da capital.
Preço médio
Bicicletas: na Tembici, o plano diário custa R$ 8; o para 3 dias, R$ 15; o mensal, R$ 20; e o anual, R$ 160. É possível fazer viagens ilimitadas de até 1 hora (ou 2 horas, nos fins de semana e feriados). Em viagens mais longas que o período estipulado, é cobrada taxa de R$ 5. O preço cobrado para usar as bicicletas da Yellow por 15 minutos é de R$ 1,50.
Patinetes: o desbloqueio custa R$ 3, além de R$ 0,50 para cada minuto de uso.
Bicicletas compartilhadas na cidade de Recife (PE)
Pedro Alves/G1
Rio de Janeiro
Qual serviço tem: Tembici e a Yellow oferecem bicicletas e patinetes elétricos.
Preço médio
Bicicletas: a Yellow cobra R$ 1 por 10 minutos. Para as bicicletas da Tembici, vários pacotes são oferecidos: R$ 15 (plano de 3 dias), R$ 20 (plano mensal), R$ 50 (plano trimestral) e R$ 160 (plano anual). Para todos os planos, após o período de 1 hora é cobrado um adicional de R$ 5 por hora. Para não ser cobrado o valor extra, o usuário deve fazer um intervalo de 15 minutos a cada viagem de até 1 hora.
Patinetes: a Yellow cobra R$ 2,25 pelo desbloqueio e mais R$ 0,75 a cada minuto de uso. Já no patinete da Tembici, o valor é de R$ 4 a cada 15 minutos.
Rio Grande do Sul
Qual serviço tem: bicicletas compartilhadas começaram a operar em Porto Alegre em 2012, com a Bike POA, que trabalha com os veículos em estações. Em 2017, a Loop Bike Sharing chegou à cidade com o sistema “dockless”. Em fevereiro, a Grin iniciou um projeto piloto com patinetes elétricos. A Yellow também está começando o serviço de patinetes e bicicletas.
Preço médio
Bicicletas: a Bike POA tem planos os planos diário (R$ 8), para 3 dias (R$ 15), mensal (R$ 20) e anual (R$ 160). Para as bicicletas sem estação da Loop, os valores são de R$ 7,90 a diária e R$ 19,90 no plano mensal. Os preços são para as 2 horas iniciais: depois desse prazo, são cobrados R$ 3,50 por hora adicional. No caso da Yellow, o valor é de R$ 2 a cada 20 minutos.
Patinetes: o preço de uso dos patinetes Grin e Yellow é de R$ 3 para o desbloqueio e R$ 0,50 a cada minuto de uso.
Bicicletas compartilhadas em Porto Alegre (RS)
Loop/Divulgação
Santa Catarina
Qual serviço tem: patinetes e bicicletas compartilhadas pela Yellow e patinetes da Grin.
Preço médio
Bicicletas: R$ 2 por 20 minutos.
Patinetes: R$ 3 para o desbloqueio e R$ 0,50 por minuto rodado.
São Paulo
O que tem: com a maior concentração de bicicletas, o compartilhamento começou na capital em 2012, com a Bike Sampa (Itaú), que continua operando na cidade com o sistema de estações e passou a se chamar Tembici. No ano seguinte, as ruas da cidade ganharam outro serviço: Ciclo Sampa (Bradesco).
Em 2018, a Yellow chegou trazendo o sistema do tipo sem estação e também os patinetes. No mesmo ano, Grin e Scoo também começaram a oferecer patinetes na cidade.
No final do ano passado, foi a vez da chegada da primeira plataforma de compartilhamento de scooters do país, a Riba Share.
O último a entrar em funcionamento foram as bicicletas elétricas compartilhadas pela Yellow, neste mês.
Média de preços
Bicicletas: a Yellow oferece suas bicicletas pelo preço de R$ 1 a cada 15 minutos, sendo a opção mais barata. Para as bicicletas da Tembici (Itaú) há vários planos: R$ 2 (1 viagem); R$ 8 (plano diário); R$ 15 (3 dias); R$ 20 (plano mensal); e R$ 160 (anual). Para todos os casos, após 1 hora é cobrado um adicional de R$ 5 por hora, a não que o usuário faça o intervalo de 15 minutos a cada viagem.
No Ciclo Sampa, a primeira meia hora é gratuita. Depois é cobrada taxa de R$ 30 a cada 30 minutos.
Bicicletas elétricas: R$ 4 para o desbloqueio e mais R$ 0,40 por minuto.
Patinetes: Grin e Yellow cobram R$ 3 para o desbloqueio e R$ 0,50 a cada minuto de uso. O Scoo custa R$ 1 para desbloqueio e, após 4 minutos de uso, R$ 0,25 por minuto.
Scooter: a Riba Share cobra R$ 5,90 pelos primeiros 10 minutos e depois R$ 0,59 por minuto adicional. É necessário ter CNH para moto.
Cidade de São Paulo conta com diferentes modais de mobilidade.
Marcelo Brandt/G1
Outras cidades de São Paulo com o serviço:
Campinas
Bicicletas: fornecido pela Yellow, custa R$ 1,50 a cada 15 minutos
Ilhabela
Bicicletas: a Yellow opera na ilha, apenas em temporada, com a tarifa de R$ 2 a cada 15 minutos.
Santos
Bicicletas: o serviço da Bike Santos é oferecido por pacotes: R$ 7,81 por mês (anual), R$ 8,68 por mês (semestral) e R$ 10,42 por mês (mensal).
São José dos Campos
Bicicletas: o preço pelo aluguel de bikes Yellow e Samba é de R$ 1 a cada 15 minutos de uso. No caso das bicicletas da Samba, para usuários com tíquete de estacionamento ativo na zona azul, o valor será de R$ 0,50 pelo mesmo período.
Patinetes: operando apenas na área nobre da cidade, é cobrado do usuário R$ 3 para liberar o equipamento e R$ 0,50 a cada 1 minuto de uso.
Sorocaba
Bicicleta: a cidade oferece um sistema de compartilhamento e bicicletas integrado ao transporte coletivo urbano. O serviço é operado pela Tembici e seu uso é gratuito para todos que possuem cartão de transporte.