G1 Ouviu #92 – Lives de pagode reavivam o amor dos brasileiros pelo ritmo


Podcast mostra como a audiência do pagode surpreendeu e superou, com base na nostalgia, outros estilos que estavam melhores nas paradas atuais. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
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G1 ouviu, podcast de música do G1
G1/Divulgação

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Maracanã chega aos 70 anos como estádio campeão no campo da música


Inaugurado em junho de 1950, o templo carioca do futebol segue invicto na área, inspirando compositores de todo o Brasil entre shows memoráveis de artistas nacionais e estrangeiros. ♪ MEMÓRIA – “Domingo, eu vou ao Maracanã / Vou torcer pro time que sou fã”, comemora Neguinho da Beija-Flor nos versos do samba que compôs e lançou em disco de 1979. O samba O campeão (Meu time) é uma das músicas feitas por compositores brasileiros sob a inspiração do Estádio Jornalista Mário Filho, (bem) mais conhecido como Maracanã e popularmente chamado de Maraca no bate-papo informal e apaixonado dos torcedores.
Construído na cidade do Rio de Janeiro (RJ) a partir de 1948 para a Copa do Mundo disputada no Brasil em 1950 e oficialmente inaugurado em 16 de junho daquele ano, o Maracanã completa 70 anos como estádio campeão no campo da música.
Palco de antológicos shows de artistas estrangeiros como Frank Sinatra (1915 – 1998), Madonna, Paul McCartney e Tina Turner, o estádio carioca também abrigou memoráveis apresentações de astros brasileiros como Ivete Sangalo, Los Hermanos, Roberto Carlos e Sandy & Junior.
Pela aura mitológica que circunda o Maracanã no cotidiano da cidade do Rio de Janeiro (RJ), o estádio também tem sido o muso inspirador de músicas sobre futebol feitas por compositores de várias estilos ao longo desses 70 anos de vida. Compositores naturalmente cariocas e/ou residentes na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em maioria, mas também de outros estados do Brasil.
“Praia e sol / Maracanã e futebol / Domingo / Praia e sol / Maracanã e futebol / Que lindo”, rimou Bebeto na ginga popular do samba Praia e sol (parceria com Adilson Silva, de 1982), um dos maiores sucessos desse cantor e compositor de origem paulistana e obra carioca.
Na área musical, o pontapé inicial no Maracanã foi dado ainda em 1950 pelo Vagalumes do Luar, conjunto vocal que gravou Colosso do Maracanã, composição de Ari Machado e Anthony Sergi, mais conhecido como Totó.
Em 1958, o compositor paulista Denis Brean (1917 – 1959), em parceria com o conterrâneo Osvaldo Guilherme, lançou o tema Vingamos Maracanã com o toque da Orquestra Columbia para celebrar a vitória do Brasil na Copa do Mundo da Suécia, naquele ano, e ir à forra pela derrota amargada pela Seleção e pelo povo brasileiro na final da Copa de 1950, disputada no Maracanã.
Francis Hime é parceiro de Paulo César Pinheiro no samba ‘Maracanã’, lançado em 1997
Nana Moraes / Divulgação
Craques cariocas, os compositores Francis Hime e Paulo César Pinheiro fizeram gol de placa ao louvar o estádio no samba Maracanã (1997), em cuja letra o poeta compara o templo do futebol a uma catedral. Nessa letra, Pinheiro menciona o domingo, dia sagrado para os torcedores cariocas. O que justificou plenamente o título, Domingo tem Maracanã, do samba composto e lançado 25 anos antes pelo cantor Pedro Paulo.
De 1972, o samba Domingo tem Maracanã tem arquitetura mais simples do que a construção rebuscada de Mar de Maracanã, composição de Guinga e Edu Kneip lançada por Guinga em 2007 e regravada pelo autor em 2013 em disco dividido com o vascaíno Francis Hime.
Cinquenta anos antes, com empolgação carnavalesca, a cantora carioca Gilda de Barros (1927 – 2010) seguiu em 1963 o bloco da torcida musical com a gravação da marcha A bola do Maracanã (Gracia e Chavito).
Com poesia que desceu mais redonda, os compositores Toquinho e Mutinho perfilaram a dona dos jogos no Maracanã no samba A bola, lançado na voz de Moraes Moreira (1947 – 2020) no álbum infantil Casa de brinquedos (1983).
“Quando eu balanço a rede, é festa no Maracanã”, comemorou Moreira, novo baiano que, no mesmo ano de 1983 em que gravou A bola, apresentou Saudades do Galinho, marcha-frevo autoral em que destilou a nostalgia que sentia nas tardes de domingo sem “Zico no Maracanã”.
Os compositores cearenses Fagner e Fausto Nilo também saudaram o Maracanã em Bola no pé, pseudo-samba gravado por Fagner em 1985 com arranjo turbinado com guitarras.
Enfim, cariocas, paulistas, cearenses, gregos ou baianos, todos os compositores sabem que o Maracanã é o estádio campeão e invicto do Brasil no campo da música.

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