Di Ferrero e Iza mostram, em single, onde chegaram no estúdio


Cantor lança esta semana a música que gravou com a artista e que anunciou há dez meses como parte do repertório do álbum solo ‘Sinais’. ♪ Em setembro de 2019, Di Ferrero confirmou em rede social a já noticiada participação de Iza no primeiro álbum solo do artista, Sinais, e revelou que o dueto aconteceria em música inédita prevista para entrar na segunda parte do álbum.
Na ocasião, o cantor sul mato-grossense anunciou até o nome da música inédita, Onde a gente chegou, que o juntaria com a estrela carioca em gravação feita em estúdio.
Decorridos dez meses, a segunda parte do primeiro álbum solo de Di Ferrero ainda permanece inédita. Mas ao menos a gravação do artista com Iza já aponta no horizonte fonográfico. O single Onde a gente chegou será apresentado na sexta-feira, 10 de julho.
Capa do single ‘Onde a gente chegou’, de Di Ferrero e Iza
Reprodução
Em combinada ação de marketing, as equipes de Di Ferrero e Iza até já divulgaram a capa do single Onde a gente chegou no domingo, 5 de julho.
E, para quem estranha a inusitada união de Di Ferrero e Iza, cabe lembrar que o cantor já teve músicas formatadas por Pablo Bispo, Ruxell e Sergio Santos, trio de produtores e compositores que trabalham em escala industrial e que constituem nomes recorrentes na discografia de Iza. Sem falar que, no atual estágio do universo pop, qualquer união faz a força…

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Antonio Bivar, ícone da contracultura, deixa marcas em cantoras e no punk brasileiro


Morto aos 81 anos, artista multimídia é lembrado pela direção de importantes shows de Maria Bethânia e Rita Lee. ♪ OBITUÁRIO – Artista multimídia, Antonio Bivar Battistetti Lima (25 de abril de 1939 – 5 de julho de 2020) atuou em muitas frentes da cultura nacional. Ou, melhor dizendo, da contracultura – universo ao qual sempre esteve associado esse diretor, produtor musical, dramaturgo, roteirista compositor, biógrafo, jornalista, escritor, tradutor e ator.
Revelação do teatro nacional em 1969, Antonio Bivar sai de cena, aos 81 anos, deixando marcas expressivas nas trajetórias de cantoras como Maria Bethânia e Rita Lee, além de colaborações com Simone.
A Bethânia, a trajetória de Bivar se conectou em 1973, ano em que o artista concebeu e dirigiu – ao lado de Isabel Câmara – um dos mais cultuados shows da cantora, Drama – Luz da noite, de moldura teatral.
Parcialmente eternizado no disco ao vivo Drama 3º ato (1973), o show mostrou Bethânia dando voz a alguns textos de Bivar (entre outros autores), sendo que um deles em especial, A trapezista do circo, atravessou gerações, sendo sampleado por Ana Carolina na gravação da música Dadivosa (2001), parceria da artista com Adriana Calcanhotto e Neusa Pinheiro.
No embalo da repercussão de Drama – Luz da noite, primeiro show de Bethânia após o antológico Rosa dos ventos (1971), Bivar colaborou na direção do primeiro show profissional de Simone. E, com mais repercussão, ajudou Rita Lee a orquestrar o espetáculo Fruto proibido (1975).
De Rita, Bivar virou amigo e parceiro na composição de Drag queen (1993), época em que integrou a equipe de criação do programa, TVleezão, apresentado pela artista na MTV nos anos 1990 – década em que, numa concessão ao mainstream, Bivar também dirigiu show da dupla sertaneja Leandro & Leonardo.
Antes, em 1982, em universo bem mais indie, Bivar tinha sido um dos organizadores do festival punk O começo do fim do mundo, apresentado em novembro daquele ano de 1982 em São Paulo (SP), principal cidade-sede do punk no Brasil. A proximidade com o universo punk legitimou Bivar a escrever o referencial livro O que é punk?, editado em 1982 dentro da coleção Primeiros passos.
O pequeno grande livrinho apresentou para gerações a ideologia do movimento punk dos anos 1970 em época em que, sem internet, as informações demoravam a circular entre os países. Foi relevante contribuição – mais uma! – de Antonio Bivar para a (contra)cultura nacional.

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