Larry Kramer, autor e dramaturgo conhecido por ativismo contra Aids, morre aos 84 anos


Amigo e agente literário de Kramer afirmou que morte de autor não está relacionada à pandemia de Covid-19. Larry Kramer em seu apartamento, em Nova York, em junho de 2019
REUTERS/Lucas Jackson
Larry Kramer, autor, dramaturgo e produtor de cinema que ajudou a moldar a política de saúde dos Estados Unidos com sua defesa de uma resposta nacional à Aids quando ela surgiu na década de 1980, morreu nesta quarta-feira (27), aos 84 anos.
Kramer, que foi co-fundador do movimento ACT UP que transformou a Aids em um assunto nacional, morreu de pneumonia após sofrer doenças por grande parte de sua vida, incluindo uma batalha contra a imunodeficiência, disse seu amigo próximo Will Schwalbe por telefone.
Schwalbe, que também atuou como agente literário de Kramer, afirmou que a morte de seu amigo em um hospital de Nova York não estava relacionada à pandemia de Covid-19.
Kramer, cujas obras incluem a premiada peça de 1985 “The Normal Heart”, estabeleceu-se como um feroz defensor dos direitos LGBTQ, num momento em que a comunidade gay, incluindo muitos de seus amigos, era afetada pela Aids.
Ele foi co-fundador da organização GMHC (Gay Men Health Crisis) em 1981 para ajudar as vítimas da Aids antes de co-fundar a mais militante ACT UP, em 1987.
“O ativismo de Larry Kramer foi além das fronteiras do país”, disse o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, o Unaids, em comunicado. “Sua contribuição para a resposta global à Aids foi inestimável.”
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Laurence David Kramer nasceu em 25 de junho de 1935, em Bridgeport, Connecticut. Depois de se formar na Universidade de Yale em 1957, serviu no Exército, trabalhou na Agência William Morris e mais tarde na Columbia Pictures.
Ele se casou com o arquiteto David Webster, seu parceiro de longa data, em 2013.

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Prazo para pagar inscrição no Enem 2020 termina nesta quinta-feira


Valor é de R$ 85. As datas da prova ainda estão indefinidas e deverão ser escolhidas em uma enquete com os participantes a partir de junho. Enem 2020 será adiado por causa da pandemia no coronavírus
André Melo Andrade/Myphoto Press/Estadão Conteúdo
Termina nesta quinta-feira (28) o prazo para pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020. As datas da prova ainda estão indefinidas e deverão ser escolhidas em uma enquete com os participantes a partir de junho.
O boleto de R$ 85 deve ser pago em agências bancárias, casas lotéricas, correios ou pela Internet. Sem isso, a inscrição não será validada.
O dado mais recente do governo aponta que, até as 12h de sexta-feira (22), 5.151.868 pessoas haviam se inscrito no Enem 2020, sendo 5.050.768 na versão impressa e 101.100 na digital. Este ano será a primeira vez que o exame terá uma versão online. A estimativa do governo é que, até 2026, o Enem seja 100% digital.
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Problemas na inscrição
Na semana passada, candidatos relataram problemas durante o processo de inscrição. Entre eles, estavam tela travada em uma das etapas; a foto não era carregada; o boleto bancário não era gerado; ou, mesmo mais de uma semana após pagarem a taxa, a participação ainda não havia sido confirmada.
O desempenho no Enem é critério para concorrer a uma vaga nas universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu). Além deste sistema, algumas instituições – inclusive universidades de Portugal – usam a nota em uma das etapas seletivas do vestibular.
Inscrições encerradas
O prazo de inscrição, que pelo cronograma inicial deveria ter sido encerrado na sexta-feira (22), foi estendido para esta quarta (27) após apelo do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed) devido ao impacto da pandemia do coronavírus.
Com aulas suspensas em todos os estados, o Consed afirma que a maior parte das redes estaduais alcançaram um número inferior de inscrições no Enem, se comparado ao número de estudantes concluintes do ensino médio da rede pública. Isso porque, segundo a entidade, parte dos estudantes que deveriam se inscrever no Enem pertencem a famílias em situação de vulnerabilidade social, sem acesso regular à internet.
“Tal situação, até o ano passado, era parcialmente contornada pela disponibilização dos computadores das escolas para apoio às inscrições”, afirma o conselho. “Agora, mesmo quando a escola se mantém aberta para apoiar a inscrição, esta medida tem tido impacto reduzido, se considerarmos que muitos desses estudantes residem em locais de difícil acesso”.
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Data da prova será escolhida em enquete
Na última quarta-feira (20), Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, e o Ministério da Educação (MEC) informaram que a data do exame, marcada inicialmente para novembro, será estendida “de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais”.
A nova data será escolhida pelos candidatos em uma enquete na Página do Participante.
A decisão ocorreu depois de o governo enfrentar questionamentos judicias cobrando o adiamento da prova por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19, que levaram escolas a suspender as aulas presenciais. O debate sobre o adiamento da prova chegou ao Congresso: na terça-feira (19), o Senado aprovou projeto que adia Enem, e o texto seguiu para avaliação da Câmara dos Deputados.
Cronograma do Enem
Prazo de inscrição: 27 de maio
Pagamento da taxa: 28 de maio
Provas: datas indefinidas
VÍDEO
Enem 2020 será adiado e nova data será entre 30 e 60 dias depois do previsto
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