Café ou chá? Escolha pode estar relacionada com seus genes, diz estudo


Pesquisa é baseada nos dados genéticos de cerca de 438 mil participantes britânicos e foi publicada na revista ‘Nature’. Chá ou café? Pode ter alguma coisa a ver com seu DNA
Pixabay
Chá, ou café? O gosto parece estar determinado parcialmente pela genética, como aponta um estudo feito com britânicos e publicado na revista científica “Nature”.
“O estudo usou uma amostra muito ampla” para demonstrar que “a percepção do amargo influi no consumo de chá e de café”, disse o coautor do estudo Daniel Liang-Dar Hwang, da Universidade australiana de Brisbane.
Paradoxalmente, as pessoas com uma maior sensibilidade ao gosto amargo do café eram as que bebiam mais.
Isso “sugere que os consumidores de café desenvolvem um gosto, ou uma capacidade para detectar a cafeína”, afirmou a professora de Medicina Preventiva Marilyn Cornelis, também coautora do estudo.
“A genética desempenha um papel ligeiramente mais importante na percepção do amargor do que do doce”, explicou Liang-Dar Hwang.
A percepção dos gostos também está influenciada por nossos comportamentos.
“Mesmo que, de forma natural, os humanos não apreciem o amargor, podemos aprender a apreciar os alimentos amargos”, afirmou o pesquisador.
“Os bebedores de café são, geralmente, menos sensíveis do que os bebedores de chá ao amargor e têm, além disso, mais possibilidades de apreciar esse gosto em outros alimentos, como as verduras verdes”, completou.
Baseado nos dados genéticos de cerca de 438 mil participantes britânicos, o estudo por enquanto “não é generalizável para outros países e culturas”, advertem os autores.

Grupo procura a polícia após loja fechar e não entregar produtos, no ES


De acordo com o Procon Estadual, mais de 900 capixabas já relataram problemas como esse este ano. Loja fecha e 30 pessoas não recebem produtos comprados
Um grupo de consumidores registrou boletim de ocorrência contra uma loja de móveis de Vila Velha, no Espírito Santo, que fechou as portas sem entregar os produtos comprados.
A estudante Kherollayne Santana está no grupo que procurou a polícia. Ela foi a única a conseguiu receber o sofá que comprou, depois de insistir muito.
“Eu entrei em contato com o vendedor. Foi muito difícil ele falar, ele não atendia o telefone. Até que eu achei a transportadora e fui atrás dela achar meu sofá. Com muita luta, consegui levar o sofá para casa”, disse.
Os outros compradores não tiveram sorte. “Eu economizei para fazer essa compra, a realização de um sonho, mas agora estou caindo no prejuízo”, lamentou o programador Julierlem Martins.
De acordo com o Procon Estadual, mais de 900 capixabas já relataram problemas como esse este ano.
O advogado especialista em Direito do Consumidor, Aurélio Ferreguetti, diz que as pessoas que compraram o sofá agiram da maneira correta ao procurarem a polícia e orientou os consumidores que passaram pela mesma situação.
“Depois de ir na delegacia, ela deve procurar um advogado. Se não tiver condições para pagar um advogado, deve procurar a Defensoria Pública para ingressar na Justiça com uma ação judicial de reparação de danos materiais e morais”, disse.
Segundo ele, a loja pode ter cometido o crime de estelionato. “Os proprietários e gerentes teriam, em tese, ciência de que estavam comercializando mercadoria que não poderia cumprir com prazo de entrega e nem com a entrega efetiva do produto”, disse o advogado.
No caso de a loja ainda estar aberta, a orientação é acionar o Procon.
Loja fechou as portas e consumidores ficaram sem sofá, em Vila Velha
Reprodução/ TV Gazeta