Livros sobre antirracismo lideram vendas enquanto protestos crescem nos EUA


Livros de não-ficção sobre experiência negra lideram lista de mais vendidos da Amazon, incluindo títulos infantis. Muitos estão esgotados e volumes usados chegam a custar US$ 50. Livros que estão entre os mais vendidos nos EUA durante os dias de protesto contra o racismo, em edições brasileiras
Divulgação
De “Não Basta Não ser Racista” a “A Nova Segregação”, livros sobre a história da discriminação racial nos EUA estão entre os mais vendidos no país, enquanto os norte-americanos buscam se educar durante os protestos contra o racismo.
Livros de não-ficção sobre a experiência negra lideram a lista de mais vendidos da Amazon.com, incluindo títulos infantis. Muitos estão esgotados e volumes usados chegam a custar 50 dólares.
Leia mais: ‘This is America’, ‘Fight the power’ e mais hits antirracistas têm disparada de audiência nos EUA
“Isto não acontece todo dia… o primeiro e o segundo mais vendidos no geral na @amazon neste momento são dois livros que desafiam o racismo. Isto são vocês”, disse Ibram X. Kendi, autor de “Como Ser Antirracista” no Twitter nesta semana.
Assim como as manifestações transcendem a cor da pele, os norte-americanos estão procurando e repassando listas de leituras recomendadas a amigos e seguidores por meio de postagens no Twitter e no Instagram.
Kendi, que compilou uma destas listas para o jornal New York Times no final de semana, escreveu que o objetivo é “confrontar nossas crenças convenientes e nos conscientizar de que ‘Eu não sou racista’ é um slogan de negação”.
Os apoiadores também são instados a fazer suas compras em lojas de propriedade de negros ou independentes, uma forma concreta de ajuda.
As recomendações se estendem a filmes e TV, incluindo “Cara Gente Branca”, “Moonlight: Sob a Luz do Luar” e “Faça a Coisa Certa”.
Ava DuVernay, diretora dos dramas de temática negra “Selma: Uma Luta pela Igualdade” e “Olhos que Condenam”, lançou uma plataforma de educação virtual cuja meta é usar tais conteúdos “como um trampolim para uma compreensão mais profunda”.
Initial plugin text

Please enter banners and links.

Galeria de Paris dá chapéus gigantes inspirados em dinastia chinesa para manter distanciamento


Chapéus de papel machê se baseiam na dinastia Song, com extensões que mantêm usuários a um metro de distância, conforme regras francesas contra a disseminação da Covid-19. Visitantes de galeria francesa têm que usar chapéus com abas gigantes para manterem distância uns dos outros
BENOIT TESSIER / REUTERS
Uma galeria de arte de Paris se inspirou na China antiga para cumprir o distanciamento social fornecendo chapéus com extensões gigantes para os visitantes.
Os chapéus coloridos de papel machê se baseiam em adereços de cabeça da dinastia Song, que governou a China entre 960 e 1279, com extensões longas o suficiente para manter os usuários a um metro de distância um do outro, conforme estipulado nas regras francesas contra a disseminação da Covid-19.
Acredita-se que o imperador Song tenha ordenado que seus subordinados usassem chapéus com abas para que não pudessem fofocar sem ser ouvidos.
Galeria na França fornece chapéus para incentivar distanciamento social
BENOIT TESSIER / REUTERS
“Naquele tempo, eles eram usados para evitar que as autoridades publicas sussurrassem”, explicou Dominique Pouzol, que projetou os chapéus para a galeria 59 Rivoli, à Reuters. “E por isso já havia então esta noção de distanciamento social.”
Algumas das criações de Pouzol também têm uma mensagem política — aquelas pintadas nas cores do arco-íris são um aceno aos direitos dos gays.
“Os chapéus são para nos proteger da Covid-19”, disse ela. “Mas disse a mim mesma que talvez eles também possam nos blindar… da maldade humana, de pessoas de mente estreita.”
Galeria na França recorre a chapéus para incentivar distanciamento entre visitantes
BENOIT TESSIER / REUTERS

Please enter banners and links.