Audi lança a nova RS 6 com 600 cavalos e sistema híbrido leve


Perua acelera de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos. Novo modo permite configurar o som do motor. Audi RS6
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A Audi resolveu não esperar até o Salão de Frankfurt, no início de setembro, e revelou nesta terça-feira (20) a nova geração da perua esportiva RS 6, um dos modelos mais desejados da marca.
Na nova geração, a perua traz motor V8 biturbo de 4 litros com 600 cavalos e 81,6 kgfm de torque. Com esse conjunto, a RS 6 acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3,6 segundos – quase o mesmo tempo de uma Ferrari Portofino.
A máxima é limitada eletronicamente em 250 km/h.
Um câmbio automático de 8 marchas gerencia toda a potência, que é transmitida para as 4 rodas.
Esportivo, mas responsável
Audi RS6
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A Audi também incrementou um sistema híbrido leve, que, por meio de um gerador, acoplado ao motor por uma correia, ajuda na recuperação de energia, além de dar aquela “forcinha” em acelerações.
A bateria pode armazenar até 12 kW vindos de desacelerações de frenagens. Inclusive, quando o motorista tira o pé, em velocidades entre 54 km/h e 160 km/h, o motor a combustão pode ser desligado por até 40 segundos.
Ele também aciona o start-stop em velocidade de até 13 km/h.
Para economizar combustível, o veículo ainda pode desativar 4 dos 8 cilindros do V8, em cargas baixas e médias.
Não nega as origens
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Apesar da preocupação com a eficiência energética, a Audi não se esqueceu da esportividade. Uma das novidades é a opção de escolher roncos personalizados do motor, por meio dos novos modos RS 1 e RS 2.
O motorista pode escolher entre os modos: Comfort, Auto, Dynamic, Efficiency e Individual. Ao pressionar um novo botão, RS Mode, o condutor ainda verá que o quadro de instrumentos passa a exibir informações voltadas para a esportividade.
Visual invocado
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O desenho marca a nova fase da divisão esportiva, RS, e inclui capô mais encorpado, entradas de ar ainda mais generosas e, curiosamente, faróis herdados do A7, e não do A6. Eles também possuem tecnologia laser, que ilumina melhor. De acordo com a Audi, a dianteira tem como inspiração o superesportivo R8.
Saias laterais e spoiler traseiro, além de um difusor no para-choque completam o conjunto visual da perua.
Na Europa, as entregas da RS 6 terão início no começo do ano que vem.
Audi RS6
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Comissão da Câmara aprova projeto que regulamenta a acupuntura

Texto segue para o Senado e define quem poderá exercer a atividade. Federação diz que decisão beneficia cerca de 160 mil profissionais. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (20) um projeto que regulamenta a acupuntura no Brasil.
O projeto tem caráter conclusivo, ou seja, seguirá direto para análise do Senado se não houver recurso de parlamentares para que o plenário da Câmara discuta o tema.
Pelo texto, poderão exercer a acupuntura os profissionais:
com diploma de nível superior em acupuntura expedido por instituição reconhecida;
com diploma de graduação expedido por instituições exteriores (o diploma deverá ser validado e registrado);
com diploma de nível superior na área de saúde com título de especialista em acupuntura reconhecido por conselho federal;
portadores de diploma de curso técnico em acupuntura expedido por instituição reconhecida;
sem diploma que comprovarem exercer a profissão há pelo menos cinco anos sem interrupção.
De acordo com a federação que representa a categoria, cerca de 160 mil profissionais que poderão se beneficiar da regulamentação.
Como foi a sessão
Durante a sessão da CCJ, 20 acupunturistas se manifestaram a favor da aprovação do projeto.
Segundo o presidente da Federação dos Acupunturistas do Brasil (FENAB), Afonso Henrique Soares, a decisão representa avanço.
Crítico ao texto, o deputado Hiran Gonçalves (PP-RR) argumentou que a acupuntura é uma especialidade médica e precisa de conhecimento adequado para a prática.
“Nós estamos tratando aqui, presidente, de uma especialidade médica. […]. Nós estamos, ao tentar regulamentar a profissão de acupunturista para quem não fez medicina, dando o direito de uma pessoa que não tem conhecimento de anatomia, de fisiologia, de neuroanatomia, de neurologia, enfim, de conhecimento, de pré-requisitos necessários para que se pratique uma atividade que envolve inclusive procedimentos invasivos”, disse o deputado.
Em resposta, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) defendeu o projeto e argumentou que o consumidor deve avaliar o profissional.
“Tem duas óticas de fazer análise deste projeto. A ótica dos médicos e ótica dos pacientes e consumidores. Eu não tenho dúvida que, para os pacientes, é melhor nós aprovarmos esse projeto de lei. […]. O que nós precisamos é abrir o mercado. Quem define qual é o bom trabalho, qual é o bom profissional, qual é o bom preço, quem tem mais atendimento, é o consumidor, é o cliente”, afirmou.