Ford anuncia Programa de Demissão Voluntária na fábrica de Camaçari, na Bahia


Segundo empresa, medida tem objetivo de ajustar níveis de produção à desaceleração do mercado, causada pela pandemia da Covid-19. Fábrica da Ford em Camaçari, na Bahia
Divulgação
A Ford anunciou um Programa de Demissão Voluntária (PDV) na fábrica localizada na cidade de Camaçari, que fica na região metropolitana de Salvador, com o objetivo de ajustar os níveis de produção à desaceleração do mercado, causada pela pandemia da Covid-19.
Veja gráfico de casos e mortes em Camaçari desde o início da pandemia
De acordo com a empresa, as inscrições para os funcionários que quiserem aderir ao programa de demissão voluntária começam na quinta-feira (1º). Ainda não há prazo para término. Além disso, a empresa estabeleceu extensão do layoff, medida que suspende contratos de trabalho, até 31 de dezembro deste ano.
A Ford informou que o PDV é voltado para os empregados da área de produção e ainda não tem detalhes de quantas demissões estão previstas. A abertura do programa foi feita através de um acordo da empresa com o Sindicato dos Metalúrgicos.
Segundo o presidente do sindicato, Júlio Bonfim, o trabalhador que aderir ao programa de demissão ganhará um bônus de até R$ 93 mil, além das verbas rescisórias previstas na legislação: Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), multa de 40% em cima do FGTS, 13º salário proporcional, férias e o direito de dar entrada no seguro desemprego.
“Há uma redução de produção, caiu para 136 mil carros, isso de certa forma tencionou a Ford abrir esse programa. A produção já está abaixo de dois turnos”, explicou Júlio.
De acordo com Júlio, atualmente, há 3.500 trabalhadores atuam no setor de produção da fábrica e outros 3.500 no departamento de autopeças. Ainda segundo o sindicato, os trabalhadores que aderirem ao PDV e quiserem comprar um carro das marca vão ter desconto. Vão ser disponibilizados 800 carros até o mês de dezembro.
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Ford iniciará Programa de Demissão Voluntária na fábrica de Camaçari, na região metropolitana de Salvador
Reprodução/TV Bahia
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Novelas atiçam memórias musicais quando voltam à cena


Chegada de tramas antigas às plataformas de streaming revolvem gravações esquecidas como a feita pelo cantor Lenine para ‘Estrela-guia’. ♪ ANÁLISE – Uma das mais apaixonantes canções românticas da parceria dos compositores Ivan Lins e Vitor Martins, a balada Vieste (1987) foi gravada por Lenine em 2001. Só que essa gravação inexiste na discografia oficial do cantor.
Feito por Lenine especialmente para a trilha sonora da novela Estrela-guia (2001), o registro de Vieste foi editado somente no disco com as músicas da trama espiritualista estrelada pela cantora Sandy. Vieste era o tema do casal protagonista Cristal (Sandy, em personagem escrito para ela) e Tony (Guilherme Fontes).
Até então esquecida, a gravação de Vieste por Lenine voltou ao ar juntamente com a chegada da novela Estrela-guia à plataforma de streaming Globoplay em 6 de julho.
A chegada de novelas antigas ao streaming – ou em reprise na TV aberta ou em canais fechados – mexe com a memória afetiva dos telespectadores e atiça recordações musicais. Afinal, novelas também são lembradas pelas músicas presentes na trama.
Muitas são até indissociáveis da trilha sonora, casos da primeira versão de Gabriela (1975), da novela Dancin’ days (1978) e de Tieta (1989), novela que chegou em junho à plataforma Globoplay. É difícil lembrar das aventuras da personagem-título Tieta, encarnada pela atriz Betty Faria, sem pensar no suingue do tema de abertura Tieta (Paulo Debétio e Boni, 1989) na voz de Luiz Caldas ou da canção Coração do agreste (Moacyr Luz e Aldir Blanc, 1989) na interpretação arrebatada de Fafá de Belém.
Uma trilha sonora certeira potencializa a emoção das cenas de uma novela. E, quando essa novela é reprisada, tem poder de trazer à tona as emoções dessas músicas e também de reavivar canções de outras épocas.
Disponível no Globoplay a partir desta segunda-feira, 28 de setembro, a novela Meu bem, meu mal (1990 / 1991) veiculou na abertura a canção homônima de Caetano Veloso lançada em 1981 na voz de Gal Costa e regravada para a novela pelo cantor Marcos André.
Falando em Gal, a emblemática gravação do rock-samba Brasil (Cazuza, George Israel e Nilo Romero, 1988) para a abertura da novela Vale tudo (1988) – disponível no Globoplay desde julho – ficou para sempre ligada ao embate ideológico entre Raquel (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires).
Já A favorita (2008 / 2009) – disponível no Globoplay desde maio – teve trilha sonora tão extensa que as músicas da novela renderam quatro discos, sendo um somente com canções sertanejas e outro com os temas instrumentais da trilha original da trama, compostos por Alberto Rosenblit.
A cada novela que volta ao ar, uma trilha retorna à memória do telespectador ou ganha novos ouvintes entre os que assistem aos folhetins pela primeira vez. Vale a pena ouvir de novo.

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