MPF pede explicações a Weintraub por críticas às expressões ‘povos indígenas’ e ‘povo cigano’


Ministro da Educação afirmou, em reunião ministerial, que odiava o uso dos termos. Subprocurador quer que Weintraub explique o escopo das declarações sobre privilégios desses grupos. Abraham Weintraub em 2019
LUIS FORTES/MEC via BBC
O Ministério Público Federal (MPF) pediu explicações ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, pelas declarações dadas na reunião ministerial de 22 de abril com referências a povos indígenas e ciganos.
Na ocasião, o ministro disse que odeia os termos “povos indígenas” e “povo cigano”, porque entende só haver “um povo nesse país”. Segundo Weintraub, seria preciso acabar “esse negócio de povos e privilégios”.
“Odeio o termo ‘povos indígenas’, odeio esse termo. Odeio. O ‘povo cigano’. Só tem um povo nesse país. Quer, quer. Não quer, sai de ré. É povo brasileiro, só tem um povo. Pode ser preto, pode ser branco, pode ser japonês, pode ser descendente de índio, mas tem que ser brasileiro, pô! Acabar com esse negócio de povos e privilégios”, disse o ministro.
Weintraub também chamou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de “vagabundos”, disse que queria prendê-los e classificou Brasília como “uma porcaria”, “um cancro de corrupção, de privilégio”.
As declarações de Weintraub vieram a público porque o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril foi divulgado um mês depois, em 22 de maio, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello.
A gravação foi anexada ao inquérito que apura se o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na cúpula da Polícia Federal. A suposta interferência foi apontada pelo ex-ministro Sergio Moro, e o vídeo, indicado como prova da declaração.
‘Colocava todos na cadeia, começando pelo STF’, diz Weintraub
Os esclarecimentos sobre a fala de Weintraub foram requeridos pela Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF . Segundo o ofício enviado nesta segunda-feira (25), a Constituição de 1988, inaugurou um novo ciclo de relação entre os indígenas, as comunidades tradicionais e o Estado brasileiro.
O MPF ressalta que o Estado brasileiro deve garantir e proteger a diversidade cultural dos indígenas, afro-brasileiros e de outros grupos formadores da sociedade brasileira, como previsto nos artigos 215 e 216 da Constituição.
Para o MPF, o respeito e o efetivo cumprimento da Constituição são deveres de todos os agentes públicos, de todas as esferas da federação, o que se coloca de maneira ainda mais severa e estrita em relação aos ministros de Estado, pela sua estatura institucional.
“Não se trata de uma opção ideológica do agente público, mas de um dever jurídico funcional”, afirma o coordenador da câmara do MPF e subprocurador-geral da República Antônio Bigonha.
Bigonha requereu que “em atenção aos deveres dos agentes públicos de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”, seja explicitado o contexto da manifestação sobre “povos indígenas” e “povos ciganos”, e o efetivo respeito aos seus direitos assegurados pela Constituição, em contraste com os “privilégios” mencionados por Weintraub na reunião ministerial.
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Disney apresenta na quarta-feira (27) plano para reabertura de parques na Flórida


Reabertura deve acontecer em fases, mas plano precisa ser autorizado pelas autoridades locais. Entrada para carros do Walt Disney World, na Flórida
John Raoux/AP Photo
A Disney informou nesta terça-feira que apresentará na quarta-feira (27) sua proposta de reabertura em fases de seus parques temáticos em Orlando, Flórida, a uma força-tarefa local.
    A empresa fechou parques temáticos em todo o mundo em janeiro para ajudar a impedir a propagação do coronavírus.
A companhia começou a reabrir seus parques no início do mês permitindo um número limitado de visitantes à Disneyland de Xangai, exigindo medidas de distanciamento social e outras garantias de segurança.
O uso de máscara é obrigatório para visitantes, que precisam passar por medição de temperatura.
Na quarta-feira um executivo da Disney vai detalhar os planos da empresa para a Walt Disney World em Orlando para a Força Tarefa de Recuperação Econômica do Condado de Orange.
O condado precisa aprovar o plano da Disney antes de submetê-lo ao gabinete do governador, que também precisa sancioná-lo antes que os parques possam ser reabertos ao público.
A Disney opera quatro parques temáticos no complexo Walt Disney World, que atraiu 157,3 milhões de visitantes em 2018, de acordo com a Associação de Entretenimento Temático, responsável por ranquear os parques temáticos mais visitados do mundo.
Na semana passada, lojas e restaurantes da área de compras Disney Springs, nas imediações dos parques em Orlando, reabriram para os visitantes pela primeira vez desde março.
O Sea World, da Sea World Entertainment, também apresentará um plano de reabertura à mesma força tarefa na quarta-feira, segundo nota do condado. 
Disney fecha parques por causa do coronavírus

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