Emmy 2020: evento virtual será um experimento para temporada de premiações na pandemia


Emmy 2020 vai ser um experimento perfeito rumo à temporada de premiações de 2021 de Hollywood, com equipes de filmagem acompanhando 138 estrelas, em 114 locais diferentes em dez países. Pessoas passam pelo Staples Center, onde será apresentado o Emmy 2020 esvaziado por causa da pandemia
Chris Pizzello/Invision/AP
“Como vamos conseguir este ano? Não sei”: admite Jimmy Kimmel, apresentador do Emmy, premiação que, neste domingo (20), será realizada em formato virtual com câmeras transmitindo ao vivo de centenas de lugares do mundo, devido à pandemia.
Veja indicados, favoritos e trailers das séries
Os Emmys serão um experimento perfeito rumo à temporada de premiações de 2021 de Hollywood, que já foi adiada por alguns meses.
Kimmel vai animar a cerimônia que premia o melhor da televisão americana de um gigantesco e praticamente vazio Staples Center, em Los Angeles.
No entorno do estádio, foram colocados avisos para a equipe de produção sobre o uso de máscaras e sobre se manter a distância, em função da Covid-19. Na Califórnia, a doença deixou cerca de 15 mil mortos até agora.
Alguns apresentadores de categorias vão acompanhá-lo no palco – como H.E.R. que cantará no “In Memorian” -, mas serão minoria.
Equipes de filmagem estarão acompanhando 138 estrelas, em 114 locais diferentes em dez países: um desafio para essas cerimônias que são transmitidas ao vivo.
“Ninguém vai voltar para casa perdedor (…) todos já estarão em casa”, brincou Kimmel, em um dos anúncios para promoção do evento.
Sem tapete vermelho, a produção disse aos indicados: “Venham como quiserem, mas façam um esforço”, segundo carta publicada pela revista especializada “Variety”.
“Se você quiser usar roupa formal, adoraríamos, mas, da mesma forma, se você estiver no Reino Unido e forem 3 da manhã, você pode querer vestir um pijama de grife e fotografar da sua cama!”, acrescenta a carta.
Independentemente do resultado, a edição 2020 do Emmy será uma sacudida obrigatória e, para muitos, necessária, no formato das cerimônias de premiação. A cada ano, esses eventos perdem mais audiência.
“Mesmo que a noite de domingo acabe sendo um completo desastre, pelo menos será um desastre interessante. E realmente pouco mais se pode pedir em 2020”, disse a editora do Indiewire TV Awards, Libby Hill, à AFP.
Racismo nos EUA
‘Watchmen’, série baseada nos quadrinhos, ganha 1º trailer; ASSISTA
Capturando o espírito de protesto deste ano, a minissérie da HBO “Watchmen” lidera a lista de indicações, com 26.
A assombrosa adaptação da história em quadrinhos aborda o racismo histórico da América, bem como a violência policial e até mesmo o uso de máscaras.
Em cerimônia pré-Emmy, que premia categorias técnicas, “Watchmen” já ganhou sete estatuetas, entre fotografia, mixagem de som e figurino.
A série de Star Wars “The Mandelorian” também parte com sete Emmys nessas categorias técnicas – as primeiras para o novíssimo Disney+.
Das mais de 100 indicações para atuação neste ano, mais de um terço foi para atores negros, um novo recorde.
A noite também homenageará a carreira de Tyler Perry, o magnata negro do entretenimento que gerou maior diversidade em Hollywood e que, este ano, pagou as despesas do enterro de afro-americanos vítimas da violência policial, como George Floyd.
A expectativa é que a luta contra o racismo tenha um lugar de destaque nestes Emmys, assim como o legado da juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg. Esta pioneira em direitos de gênero e um ícone progressista morreu na sexta-feira (18), aos 87 anos.
Também é provável que muitos aproveitem o evento para pedir o voto contra Donald Trump nas eleições de 3 de novembro.

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Beto Saroldi põe ‘Vênus’ em órbita com Frejat e Rosa Marya Colin


Sétimo álbum do saxofonista carioca inclui regravação de balada de Gilberto Gil no repertório majoritariamente instrumental. Capa do álbum ‘Vênus’, de Beto Saroldi
Divulgação
♪ Existe música em Vênus! Sétimo álbum do saxofonista e compositor carioca Beto Saroldi, Vênus entrou em órbita na sexta-feira, 18 de setembro, com 14 faixas.
O guitarrista conterrâneo Roberto Frejat é o convidado de Saroldi na gravação de Noites e noites sem fim, música que abre a parceria dos artistas. Outros dois guitarristas, Fernando Vidal e Ricardo Silveira, também fazem intervenções no disco.
Já a cantora Rosa Marya Colin solta a voz em Uma estrela a mais, composição inédita de Saroldi em parceria com Paulo Zdan. Com 11 temas instrumentais (A festa mais badalada da cidade, A última lágrima, Ela adora dançar e Tattoo girl, entre outros), o álbum Vênus contabiliza três faixas cantadas.
Além da música gravada com Rosa Marya Colin, há vozes em Só quero te olhar (Beto Saroldi e Denner Campolina) e na regravação da balada A linha e o linho (Gilberto Gil, 1983).
No disco, Saroldi toca piano Fender Rhodes, órgão Hammond B3 e teclados Oberheim, além do saxofone, soprado com a tarimba de quem já está em cena desde 1975.

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