Astronautas de EUA, Canadá e Rússia voltam à Terra após 6 meses na ISS


A astronauta da Nasa Anne McClain, o veterano cosmonauta Oleg Kononenko, da Roscosmos, e David Saint-Jacques, da Agência Espacial Canadense, pousaram nesta terça-feira (25) nas estepes do Cazaquistão. A cápsula Soyuz MS-11 pousa nas estepes do Cazaquistão
Alexander Nemenov / Pool / AFP Photo
A astronauta da Nasa Anne McClain, o veterano cosmonauta Oleg Kononenko, da Roscosmos, e David Saint-Jacques, da Agência Espacial Canadense, pousaram nesta terça-feira (25) nas estepes do Cazaquistão, ao final de uma missão de seis meses na ISS.
Os três tocaram a terra às 2h47 GMT (23h47 em Brasília), concluindo a primeira viagem à Estação Espacial Internacional (ISS) após um lançamento fracassado em outubro, que gerou dúvidas sobre o programa espacial russo.
O canal de televisão russo “Rossiya 24” transmitiu imagens ao vivo da aterrissagem.
Minutos depois, as equipes de resgate começaram a retirar a tripulação da Soyuz da cápsula de descida.
Durante a sua missão, os integrantes da 59ª expedição à ISS orbitaram o planeta num total de 3.264 vezes, cobrindo uma distância de quase 140 milhões de quilômetros. Eles participaram de cinco caminhadas espaciais, duas do programa russo e três do programa americano.
Três membros da tripulação permanecem na plataforma orbital: o russo Aleksey Ovchinin e os americanos Christina Koch e Nick Hague.
Eles se juntarão, se não houver mudanças de última hora, ao cosmonauta russo Alexandr Skvortsov, o astronauta italiano Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia, e o americano Andrew Morgan, que voarão para a ISS na Soyuz MS-13, cujo lançamento está previsto para o próximo dia 20 de julho.

Maioria dos jovens brasileiros diz se interessar por ciência, mas 90% não conhecem o nome de um cientista nacional


Duas mil pessoas foram ouvidas para trabalho pioneiro que busca compreender a interação dos jovens com temas de ciência e tecnologia no país. Programa é destinado a jovens cientistas de países emergentes para que desenvolvam suas habilidades científicas e profissionais.
Ares Soares/Unifor
Metade (51%) dos jovens brasileiros acredita que a situação das pesquisas científicas do país está atrasada, mas mesmo assim a maioria deles diz que se interessa pelo assunto. Esse é o resultado de um estudo apresentado nesta segunda-feira (24). Os pesquisadores ouviram mais de 2 mil pessoas – 93% não sabem dizer o nome de um cientista nacional.
Alguns resultados:
80% dos participantes disseram se interessar por assuntos relacionados ao meio ambiente;
74% em medicina e saúde;
67% em ciência e tecnologia;
87% sequer conhecem alguma instituição que se dedique a pesquisa;
Quase metade acham a ocupação atrativa, mesmo considerando “difícil” seguir a profissão;
48% dos participantes disseram que é “muito difícil” saber se um boato sobre ciência e tecnologia é verdadeiro ou falso.
A pesquisa é assinada por cientistas do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (Fiocruz) e da Casa de Oswaldo Cruz. Para o desenvolvimento do estudo, foram ouvidas mais de 2 mil pessoas de 15 a 24 anos.
Quando questionados sobre como normalmente tiram dúvidas sobre assuntos relacionados a ciência e tecnologia, 43% dos jovens disseram que normalmente conversam com professores e amigos.
Apesar do interesse, a maioria dos participantes disse que busca ou recebe informações sobre ciência somente “de vez em quando” e que, na maioria das vezes, essas informações chegam por meio da internet ou da televisão – as pesquisas no Google e vídeos no Youtube são as principais formas de interação.
Ainda de acordo com os pesquisadores, houve uma mudança no “ecossistema de informações”, ou seja, as informações deixaram de ser “buscadas” e começaram a ser “encontradas” apenas com um clique. O levantamento também identificou que esses jovens passaram a “tropeçar” mais vezes nesses conteúdos.
Investimentos
Em meio a “bloqueios preventivos” em bolsas de pesquisa anunciadas pelo Capes em maio, 60% dos jovens ouvidos dizem que é importante aumentar os investimentos na pesquisa científica, e 69% acham que a ciência traz muitos benefícios para a sociedade.
Além disso, eles também apontam uma dificuldade em identificar a veracidade das informações relacionadas a ciência e tecnologia. Os jovens relatam “angústia e insegurança” e afirmam que “é cada vez mais difícil identificar o que é verdadeiro”.
“A confiança em conseguir identificar notícias falsas depende fortemente do grau de consumo de informação científica e dos hábitos culturais”, diz o artigo. Ou seja, os pesquisadores definiram que os jovens que vão a museus e eventos de ciências, por exemplo, identificam com mais facilidade uma notícia falsa.
“Não surpreendentemente, nossos dados mostram que a percepção de receber possíveis notícias falsas sobre C&T (Ciência e tecnologia) é maior entre jovens mais engajados politicamente, de maior escolaridade, e que consomem mais frequentemente informação científica”.