O que uma escola para os novos velhos tem para ensinar



O empresário Chip Conley criou uma academia para ressignificar o envelhecimento
Chip Conley pode ser considerado um cara que nasceu virado para a lua. Aos 26 anos, assumiu um acanhado motel que se tornou a segunda maior rede de hotéis boutique (Joie de Vivre Hospitality) dos Estados Unidos. Vendeu o negócio, mas continuou à frente dele como CEO durante 24 anos. Ao entrar na casa dos 50, foi convidado pelos criadores do Airbnb para ajudar a startup a ser uma referência em hospedagem. Esse foi o momento em que descobriu que os jovens empreendedores falavam uma outra linguagem, muitas vezes incompreensível para ele, que não utilizava aplicativos, nem dominava programação.
Chip Conley, autor do best-seller “Wisdom@Work: the making of a modern elder”
Divulgação
No entanto, se seus novos parceiros tinham uma visão digital do mundo que ele não dominava, Chip podia oferecer algo tão valioso quanto: sua experiência. Essa vivência o levou, aos 52 anos, a escrever o best-seller “Wisdom@Work: the making of a modern elder” (“Sabedoria no trabalho: a criação de um novo ancião”). Não se assustem com o peso da palavra ancião que, para o autor, traduz a relevância da bagagem que trazemos e do legado que ela representa. Na obra, mostra a importância do convívio entre gerações e de como essa troca beneficia os negócios. Também alerta para o preconceito contra os mais velhos e lembra que, em qualquer idade, podemos e devemos ser professores e estudantes, mentores e aprendizes.
O passo seguinte foi criar a Modern Elder Academy, que, em tradução livre, podemos chamar de Academia dos Anciãos Modernos, ou dos Novos Velhos. O empreendimento é um espaço dedicado à transição que acompanha a meia-idade. Por sinal, a duração desse período de busca e reflexão é bem elástico: os alunos da “escola” têm, em sua maioria, entre 45 e 65 anos. Os workshops duram em média uma semana e o programa inclui de ioga e meditação a exercícios para desenvolver resiliência.
Ressignificar. Essa é uma palavra que rege as atividades da academia. Não se trata de focar em aprender coisas novas, e sim de aproveitar a sabedoria e a inteligência emocional acumuladas, transformando-as em ferramentas para as próximas etapas da jornada. Usando o livro como pano de fundo, os cursos estimulam os alunos a repensar o modelo que vem regendo suas vidas – estudar, trabalhar e depois sair de cena com a aposentadoria – para enxergar oportunidades, objetivos e propósitos. Em palestras, Chip, atualmente com 58 anos, costuma definir essa geração como “wisdom keeper and seeker”, ou seja, aqueles que possuem, mas também buscam o conhecimento.

Comer fígado não é solução para anemia. Entenda o problema

A anemia é um problema que atinge a quantidade de glóbulos vermelhos ou a hemoglobina — proteína do sangue —, tornando-as baixas. Segundo o hematologista José Ulysses Filho, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a anemia pode ser um sintoma de uma doença, ou a doença em si, como é o caso da anemia falciforme

O médico afirma que, ao perceber os sinais de anemia, ou seja, fraqueza, fadiga, palidez, palpitação em pequenos esforços, queda de cabelos e unhas quebradiças, o paciente deve buscar um especialista, que pedirá um exame. Ao identificar a anemia, é importante buscar a sua causa, que pode variar. Entre as possibilidades estão tumores, que provocam sangramentos, doenças renais e medicações que podem gerar alterações sanguíneas

O hematologista afirma que os tipos de anemia podem ser divididos em três: por carência de vitaminas ou sangramentos, que levam à perda vitaminas, falência da medula óssea ou por bloqueio em sua produção de glóbulos vermelhos, como na leucemia, e por questões autoimunes, como a anemia falciforme, ou por doenças autoimunes, que atacam as células

Diferentemente da crença popular, o hematologista afirma que o consumo de fígado e outras fontes de ferro não resolve todos os tipos de anemia, pois não são todas que são ocasionadas pela carência desse mineral. “Algumas podem ser por carência de vitamina B12, por exemplo, ou não são nem por carência, são de outras origens, como na leucemia, que é pela falta de produção de glóbulos vermelhos”, explica

O médico afirma que a anemia por perda sanguínea é comum em mulheres jovens devido ao grande volume menstrual. Nesses casos, ela deve procurar um ginecologista para que o fluxo sanguíneo possa ser normalizado, muitas vezes sendo usada a pílula anticoncepcional para isso

O tratamento da anemia varia conforme a causa, sendo assim, individualizado. Para evitar o desenvolvimento de anemia, o médico recomenda a adoção de uma dieta saudável e consultas médicas regulares

A anemia falciforme é uma variação do problema, ocorrendo de maneira crônica. O hematologista afirma que a anemia falciforme é de origem genética, sendo um problema que faz com que o corpo produza a hemoglobina S, uma proteína doente, e faz com que os glóbulos vermelhos do sangue tenham o formato de foice

O hematologista explica que a anemia falciforme faz com que o glóbulo vermelho morra mais rápido — enquanto a célula de uma pessoa sem a anemia falciforme vive cerca de 120 dias, o glóbulo do paciente vive por algumas horas. Por conta dessa perda de células, ele precisa realizar transfusões sanguíneas de maneira periódica

Por conta do formato dessas células, o corpo sofre micro-tromboses, o que ocasiona microinfartos em pequenos vasos sanguíneos. Isso faz com que os órgãos sofram alterações e, consequentemente, entrem em falência. Devido às consequências geradas pela condição, os pacientes falciformes tendem a viver menos, chegando até os 50 anos, em média

O médico afirma que a única maneira de curar a anemia falciforme é por meio de um transplante de medula óssea, enquanto o paciente ainda é bebê. Entretanto, ao ser identificado o problema, devem ser expostos os riscos e benefícios do procedimento, que também pode não dar certo

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini