Toyota fará recall de 3,4 milhões de carros no mundo por airbags da TRW que podem não abrir

Falha no equipamento estaria ligada a 8 mortes em veículos de 3 montadoras nos EUA. É o 2º escândalo em torno de airbags na indústria automotiva. A Toyota anunciou na última terça-feira (21) que fará o recall de 3,4 milhões de veículos em todo o mundo por falha no airbag. É um caso diferente dos equipamentos da Takata, que ficaram conhecidos como “airbags mortais” porque feriam ocupantes ao abrirem.
Desta vez, o defeito envolve outra fornecedora, a TRW, e impede a abertura das bolsas. Mas eles também podem estar ligados a mortes nos EUA.
Ao G1, a Toyota diz que o chamado não envolverá unidades no Brasil. A maioria dos carros que serão convocados — 2,9 milhões — está nos Estados Unidos. Entre os modelos está o Corolla, o principal da montadora japonesa.
Serão convocadas unidades do Corolla de 2011 a 2019; do Matrix, de 2011 a 2013; do Avalon, de 2012 a 2018; e do Avalon híbrido, de 2013 a 2018 — esses 3 últimos modelos não são comercializados no mercado brasileiro. Os proprietários começarão a ser notificados em março.
Mortes
A falha começou a ser investigada nos EUA em 2017, em carros da Hyundai e da Kia, que são parceiras.
Depois, a análise foi expandida para 12 milhões de veículos, incluindo Fiat Chrysler, que inclui a Jeep, além de Honda e Mitsubishi. Todas essas marcas recebem airbags da TRW, que pertence à alemã ZF.
Quatro mortes que podem estar ligadas ao defeito aconteceram em acidentes com carros da Hyundai e da Kia, 3 nos da Fiat Chrysler (FCA) e uma em um Toyota Corolla, cujo caso continua sendo investigado.
A Toyota passou a usar airbags da ZF-TRW em 2011, segundo a Associated Press.
A fornecedora diz que continua cooperando com as autoridades.
Como é a falha
O problema está dentro da unidade de controle dos equipamentos (ACU), que fica do lado do passageiro e contém o sistema (ASIC), que monitora os sinais dos sensores instalados na frente do carro a fim de detectar a necessidade de abertura das bolsas.
Essa central pode ser confundir com outros sinais eletrônicos que chegariam durante a colisão e decidir não acionar o airbag. A falha também pode desativar o sistema de retenção dos cintos de segurança.
Em 2018, Hyundai e a Kia chamaram 1,1 milhão de veículos para recall por causa do problema, sendo o Sonata 2011 a 2013 e o Sonata Hybrid 2012. A Kia convocou o Forte (como é chamado o Cerato nos EUA) 2010 a 2013, o Optima 2011 a 2013, o Optima Hybrid 2011 e 2012 e Sedona 2011 a 2012.
Em 2016, a Fiat Chrysler (FCA) convocou cerca 1,9 milhão de carros em todo o mundo, incluindo Chrysler Sebring 2010, Chrysler 200 de 2011 a 2014, Dodge Caliber de 2010 a 2012, Dodge Avenger de 2010 a 2014, Jeep Patriot e Compass de 2010 a 2014 e Lancia Flavia 2012 e 2013.
Recalls no Brasil
Também em 2016, a Fiat Chrysler convocou 2.751 unidades do Compass no Brasil ano/modelo 2010, 2012, 2013 e 2014 por risco de o airbag não abrir corretamente em caso de colisão.
Segundo comunicado da FCA na época, o defeito estaria em um tipo de sistema de retenção do cinto de segurança e um tipo específico de sensor dianteiro “que pode falhar ao detectar a necessidade de tensionar o cinto e abrir o airbag”. Não foi informado quem era a fabricante do equipamento.
Airbags ‘diferentes’ da Takata explodem
Também na última terça, a Honda afirmou que chamará 2,7 milhões na América do Norte por causa de airbags da Takata.
Mas, segundo a montadora, a falha agora envolve um tipo diferente do inflador que atirava estilhaços contra os ocupantes e motivou o recall de dezenas de milhões de veículos de 19 montadoras em todo o mundo.
Neste caso, a peça não contém nitrato de amônio, que é apontado como a causa da explosão dos outros airbgas da Takata.
No entanto, houve 3 situações em que esses equipamentos, mesmo sem o gás referido, feriram pessoas durante a abertura. A Honda diz que ambos os problemas foram causados por umidade excessiva — justificativa também usada para os “airbags mortais”.
Segundo a Associated Press, a montadora afirma que, neste segundo tipo de airbag, os riscos de são muito baixos. Mesmo assim, convocou para avaliação unidades de Accord, Civic, CR-V e Odyssey, além de modelos da marca de luxo Acura, que também pertence à montadora japonesa.

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Volkswagen é multada no Canadá por ‘dieselgate’


Segundo as autoridades canadenses, entre 2008 e 2015, a fabricante levou ao país cerca de 128 mil carros que não respeitavam os limites de emissões de gases poluentes. Novo logo da Volkswagen
André Paixão/G1
A Volkswagen foi multada em US$ 150 milhões no Canadá pelo escândalo do “dieselgate”, que simulava baixas emissões de gases contaminantes. A multa foi aplicada nesta quinta-feira (23) por um tribunal de Toronto.
A corte aceitou um acordo entre o grupo alemão e o governo canadense, que em dezembro apresentou 60 denúncias contra a VW.
‘Dieselgate’: veja como escândalo da Volkswagen começou e as consequências
O dinheiro pago “será usado para financiar projetos em favor do meio ambiente” no Canadá, declarou a Volkswagen em nota divulgada hoje, na qual celebrou que se tenha alcançado um acordo “que põe fim a todas as acusações” contra a empresa.
O grupo Volkswagen foi denunciado por importar carros com um dispositivo que simulava emissões de gases nocivos dentro dos padrões ambientais.
Segundo as autoridades canadenses, entre 2008 e 2015, a fabricante levou ao país cerca de 128 mil carros que não respeitavam os limites de emissões de gases poluentes. O grupo também foi denunciado por entregar “informação falsa” às autoridades.
As denúncias foram apresentadas após quatro anos de investigações por parte do Ministério canadense do Meio Ambiente.
Em 2015, a Volkswagen admitiu que instalou em 11 milhões de veículos um software que simulava menores emissões de poluentes.
O chamado “dieselgate” já custou 30 bilhões de euros em honorários legais, multas e indenizações ao grupo alemão, principalmente nos Estados Unidos.
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