Mocambo Groove lança videoclipe de música sobre o Pontal do Paranapanema


Canção enaltece o cotidiano caipira das cidades do Oeste Paulista. Um dos cenários da obra é o encontro dos rios Paraná e Paranapanema, em Rosana. Música fala sobre o Pontal do Paranapanema
Divulgação
A banda Mocambo Groove, de Presidente Prudente (SP), lançou nesta quinta-feira (28), em plataformas digitais, a música e o videoclipe de “Pontal”, canção de estreia do primeiro álbum do grupo, “Ziriguibaquefreveletrickdrum”, que será divulgado ao longo do ano de 2021.
Conforme a banda, “Pontal” exalta o cotidiano simples das cidadezinhas do interior paulista e aborda questões sociais que permeiam a história de ocupação da região, que fica no extremo oeste do Estado de São Paulo.
O videoclipe foi gravado durante uma viagem que percorreu trechos do Pontal do Paranapanema, passando pelas trilhas do Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio (SP), pelos rios Paraná e Paranapanema, por assentamentos rurais e muito mais.
‘Pontal’
Canção de estreia de “Ziriguibaquefreveletrickdrum”, álbum com 16 faixas autorais que serão lançadas ao longo de 2021 pela banda prudentina Mocambo Groove, “Pontal” é inspirada no cotidiano das cidadezinhas do Pontal do Paranapanema, no interior do Estado de São Paulo, e aborda questões sociais relacionadas aos processos de ocupação da região.
A música foi produzida ao longo de mais de dois anos. A gravação da primeira faixa contou com a participação de mais de 10 musicistas, entre nomes da cena musical independente da região e uma parceria que é referência na percussão brasileira, uma das grandes influências do grupo.
Junto à música, a banda lança também seu primeiro videoclipe, com imagens captadas em uma viagem pelo Pontal, que percorreu trilhas do Morro do Diabo, passou por assentamentos rurais, navegou e sobrevoou as águas do Rio Paraná, até seu encontro com o Rio Paranapanema, em Rosana (SP). O videoclipe já está disponível no canal da banda no YouTube e a música nas plataformas digitais.
“Tia da cantina, paçoca e tubaína”
“Pontal” enaltece o cotidiano caipira das cidadezinhas do Oeste Paulista. Exalta a natureza, a flora e a fauna remanescentes dessa terra entre rios, já tão devastada, e a beleza das coisas mais simples capazes de gerar felicidade, como parar para ver um ipê florido.
É também sobre ser “terra de coronel”, ter “sangue na escritura”, como dizem outros trechos, em referência aos processos violentos que conduziram à ocupação inicial do Pontal do Paranapanema, entre eles a grilagem de terras e a destruição total do ambiente natural para a formação dos latifúndios, gerando concentração de terras e desigualdade social.
Cena do videoclipe de ‘Pontal’
Divulgação
Outro trecho do refrão – “Bandeira vermelha na estrada, MST, enxada e luta” – lembra que a região, que já ficou marcada como uma das mais conflituosas do Brasil em termos de violência no campo, possui forte atuação histórica do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) na luta por reforma agrária e por uma distribuição de terras mais justa. “Pontal” é o relato sincero de jovens sonhadores, filhos dessa terra, que acreditam que, apesar de tudo, “é bom viver por aqui”.
Influências e parcerias
A letra é capaz de fazer todos viajarem pelas cidadezinhas do interior paulista, os batuques levam mais além, até o nordeste do país, com referências da cultura popular da região que também são marcantes nos outros trabalhos da banda.
“Pontal” traz o regionalismo do Samba de Matuto, ilustra a atmosfera do repertório da Banda de Pífanos de Caruaru de Seu Biano, e das bandas cabaçais do Cariri cearense. Todo esse universo é representado por uma percussão composta de surdo, caixa, zabumba e prato de choque, que na gravação foi executada por ninguém menos que Eder O Rocha, percussionista pernambucano que é referência no Brasil, fundador da Escola de Percussão e Bateria Brasileira Prego Batido, de São Paulo (SP), e uma das grandes influências da banda.
Integrantes do Mocambo Groove em cena do clipe
Divulgação
Em “Pontal”, os ritmos tradicionais se fundem com a modernidade de efeitos e delays, propondo uma escuta provocativa com seus samplers e paisagens sonoras.
“Pois como disse um grande sábio, ‘modernizar o passado é uma evolução musical'”, justifica o vocalista e guitarrista Rafael Costa, compositor das faixas do disco, citando Chico Science.
Natural de Teodoro Sampaio, filho de pescador e neto de nordestinos, Rafael lembra que essa terra também recebeu muitos trabalhadores do nordeste, que vinham tentar a vida por aqui, o que também explica a mistura de influências.
Além do vocalista, o Mocambo Groove conta hoje com Guilherme Sala na bateria, Carol Guidio no baixo, Rodolfo Charelli nos sintetizadores e vocais e Jack nos sopros. Na canção de estreia do álbum, o coro floresce em diálogo com o discurso da música, um fala e o outro responde, característica muito presente no universo da música popular de tradição oral que ajuda a promover ainda a interação do público.
O caráter coletivo também se faz presente no arranjo, composto por mais de 10 musicistas que participaram para criar um coral rico e sonoramente diverso.
O agricultor assentado e educador Sérgio Farias de Oliveira e sua família em cena de ‘Pontal’
Divulgação
“O contrabaixo te puxa pra dançar, mantendo tudo groovado para que as flautas gravadas pelo ‘multibirutista’ Rabay possam delinear as melodias áridas do faroeste paulista”, descreve o compositor, se referindo à participação do amigo Samuel Rabay, que recentemente lançou um clipe sobre a história de Adamantina (SP).
“O violão também é um destaque na canção, pois esteve presente desde o instante inicial da composição e costura um duelo melódico pelas trilhas do Morro do Diabo”, complementa Rafael.
As participações especiais não terminam por aí. Contribuições como a de Daniel Lemes, músico integrante da banda Mãe da Lua, de Presidente Prudente, que segundo o Mocambo Groove foi o estopim no contraponto das vozes; e a de Guilherme Giordano, vocalista da Vamo Vovó Big Band, de Assis (SP), que trouxe diferentes cores e aberturas ao coro, resultando em uma sustentação rústica e elegante para a melodia principal da canção.
Ao G1, Rafael Costa disse que fazer esse trabalho foi muito gratificante para toda a banda.
“A gente ficou muito feliz com o resultado, apesar de todas as dificuldades devido à pandemia, a gente tomou bastante cuidado, bastante álcool em gel, máscara e conseguimos realizar o trabalho, tanto a música no estúdio, como realizar essa viagem, que buscou captar imagens para a gente compor o clipe”, contou.
O integrante da Mocambo Groove ainda falou sobre as expectativas do público.
“As pessoas podem esperar um relato sincero, inspirado na vida do interior, inspirado em pessoas que são filhas dessa terra aqui e que amam viver por aqui. O som é uma grande fusão de ritmos, de tendências, de estilos trazendo referência do universo nordestino. A música conta com um coro muito bonito, onde participaram muitos artistas, muitos músicos da região, então é um trabalho muito cuidadoso e sincero”, pontuou ao G1.
Videoclipe
No videoclipe, a captação da maior parte das imagens se deu durante uma expedição que percorreu trechos do Pontal do Paranapanema, ora por terra, ora por rio, em uma viagem que durou um fim de semana de dezembro de 2020 e procurou seguir todos os protocolos de segurança da pandemia.
Vista aérea do Parque Estadual do Morro do Diabo, em cena de ‘Pontal’
Divulgação
Como resultado dessa aventura, a produção entregou cenas de natureza exuberante, da fauna e da flora remanescentes na região, como as gravadas no Parque Estadual do Morro do Diabo, em Teodoro Sampaio, e no encontro das águas dos rios Paraná e Paranapanema, no município de Rosana, local que marca também a divisa de São Paulo com o Paraná e o Mato Grosso do Sul, formando a “tríplice fronteira” interestadual.
Retrata a beleza da agricultura familiar na visita ao Assentamento Antônio Conselheiro II, em Mirante do Paranapanema, onde a equipe contou com a hospitalidade generosa do agricultor assentado e educador Sérgio Farias de Oliveira e de sua família, que também participou do clipe. Há ainda imagens da feira-livre de Presidente Prudente, de moradores da zona rural da cidade, entre outras cenas do cotidiano típico das “cidades pequenininhas” citadas na música.
Show de lançamento
Para o ano de 2021, a banda já tem muitos projetos em vista. Depois de “Pontal”, serão lançadas, ao longo do ano, as outras 15 faixas do álbum “Ziriguibaquefreveletrickdrum”, que reúne a produção autoral de mais de uma década do Mocambo Groove.
Encontro dos rios Paraná e Paranapanema, em Rosana, em cena do clipe de ‘Pontal’
Divulgação
A gravação de outros videoclipes também está nos planos. Além disso, o grupo se prepara para o show de lançamento do álbum, com data prevista para 18 de abril, em parceria com a Secretaria de Cultura e com recursos da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc.
Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.

Please enter banners and links.

Polícia faz buscas contra Nego do Borel no Rio e em São Paulo


Um dos mandados foi cumprido na casa de Nego na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, onde o cantor estava. O outro foi em um endereço em São Paulo. A Polícia Civil de SP, com apoio de agentes fluminenses, cumpriu nesta quinta-feira (28) dois mandados de busca e apreensão contra Nego do Borel.
Um dos mandados foi cumprido na casa de Nego no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, onde o cantor estava. O outro foi em um endereço em São Paulo.
As buscas estão relacionadas ao boletim de ocorrência que Duda Reis, ex do cantor, registrou na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em São Paulo. Duda afirma ter sido vítima de violência e de ameaças feitas pelo ex-noivo — ele nega.
Nego também prestou queixa contra a atriz, por injúria, calúnia e difamação.
Policiais cumprem mandado contra Nego do Borel no Recreio
Reprodução/TV Globo
O que disse Duda
No dia 14, Duda contou aos policiais da 1ª DDM que as agressões de Nego começaram em fevereiro de 2018, durante o carnaval. Ela disse que o cantor a ameaçou porque ela foi ao Sambódromo do Rio sem a anuência dele.
A partir daquela data, depôs Duda, o cantor iniciou uma rotina de “humilhações e xingamentos” e que foi agredida fisicamente na frente de outras pessoas.
Segundo Duda, em agosto de 2018, durante uma viagem a Portugal, foi estuprada por Nego nos momentos em que ela estava sob efeito de remédios.
A atriz relatou que, incentivada pelo então namorado, tomava doses maiores que as prescritas de um medicamento controlado.
Ela também disse à polícia que, na mesma viagem, depois de ter se recusado a acompanhar o cantor em uma das apresentações dele, foi agredida e teve lesões nas costas e pernas, mas não recebeu atendimento médico em nenhuma dessas ocasiões.
Duda afirmou ter medo do cantor e disse que vai “tomar todas as medidas protetivas necessárias”.
“Porque eu preciso, eu temo pela minha vida, temo pela minha segurança, sim, porque eu sei como a pessoa é. Eu não sou louca, não sou mentirosa, sei o que vivi, sei o medo que dá”, explicou Duda.
A jovem também afirmou aos policiais que, após as agressões, passou a sofrer de transtornos psíquicos e emocionais, diagnosticados por psicólogos e psiquiatras. Ela disse que desenvolveu anorexia nervosa, bulimia, depressão e síndrome do pânico.
Duda Reis chora ao fazer desabafo sobre Nego do Borel após descobrir traições do cantor
O que disse Nego
O cantor prestou queixa contra a ex na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) por injúria, calúnia e difamação no dia 13.
Em uma rede social, Nego do Borel confirmou que traiu Duda.
“Estou vivendo, com certeza, um dos piores dias da minha vida. Tenho sido bombardeado de coisas e precisei de um tempo para ler e absorver tudo antes de vir me pronunciar em respeito ao meu público”, afirmou o cantor em uma publicação no stories de seu Instagram.
“Sim, houve traição, que foi um erro do qual não me orgulho, me arrependo muito e não trouxe em público antes para não expor terceiros.”
“Quando ao posicionamento da minha ex, é de fato algo que me surpreende. Tenho também o meu lado da história e também vi e descobri muitas coisas, que ao contrário do que vem sendo feito, não gostaria de expor para não comprometer a integridade dela como mulher. Por questão de princípios, é algo que eu não faria com ela, assim como não faria com nenhuma outra mulher, a não ser que seja extremamente necessário.”
Em outro post, Nego escreveu: “Em breve me pronunciarei e contarei toda a verdade”.
Relembre a relação do casal
Duda Reis e Nego do Borel começaram a namorar no final de 2018
O casal se separou um ano depois, entre boatos de traições
Em abril de 2020, o casal tentou dar uma nova chance ao relacionamento. Na época, o pai da atriz foi contra e fez vários relatos contra Nego nas redes sociais
Em junho, o casal anunciou o noivado
Em dezembro de 2020, aconteceu um novo término. Na época, Nego fez um longo texto para a atriz e escreveu: “A menina do sorriso largo, abraço apertado, olhos azuis encantadores, guerreira, decidida e cheia de sonhos, será sempre lembrada com muito carinho. Ela faz parte de um amor que foi eterno enquanto durou, e hoje se transformou numa grande amizade, que quero que dure para sempre.”
Ambos já deletaram as fotos do casal nas redes sociais, mas Nego mantém o depoimento sobre a separação
Duda Reis relata agressões e ameaças de Nego do Borel
Veja os vídeos mais assistidos do Rio nos últimos 7 dias

Please enter banners and links.