Leila Pinheiro vai de Kurt Weill a João Bosco em álbum com grupo instrumental Seis com Casca


Gravado em 2014, mas até então inédito, o disco da cantora com o sexteto paulistano inclui músicas de Milton Nascimento e Erik Satie no repertório. ♪ Leila Pinheiro vive fase de intensa atividade fonográfica em 2020. A cantora paraense se prepara para apresentar um terceiro álbum neste ano após ter lançado discos com Antonio Adolfo – Vamos partir pro mundo, songbook da parceria de Adolfo com Tibério Gaspar (1943 – 2017) – e com Roberto Menescal e Rodrigo Santos (registro do show em que o trio celebra Cazuza em clima de bossa nova).
A rigor, esse terceiro álbum é mais antigo do que os outros dois discos, tendo sido gravado pela artista em 2014 como solista vocal convidada do grupo instrumental paulistano Seis com Casca.
Inédito até então, o álbum de Leila com o sexteto se chama Cenas de um amor e tem lançamento confirmado para este segundo semestre de 2020 pela gravadora Azul Music, reforçando conexão iniciada em agosto de 2011 com o convite para Leila participar, em Sorocaba (SP), de show feito pelo grupo formado por Bruno Monteiro (piano), Potiguara Menezes (guitarra), Diogo Maia (clarinete), Nath Calan (percussão e vibrafone), Nikolay Iliev (violino) e Mauricio Biazzi (contrabaixo).
Formado em 2007 por alunos do departamento de música da Universidade de São Paulo (USP), o grupo Seis com Casca se caracteriza pela sólida formação instrumental, evidenciada em arranjos que se situam na tênue fronteira entre a música popular e a música dita erudita.
No repertório do disco gravado por Leila com o Seis com Casca, cantora e sexteto incursionam por repertório popular que inclui A canção de Nana (Nana’s lied, Kurt Weill e Bertolt Brecht, 1929, em versão em português de Carlos Rennó), Canção amiga (Milton Nascimento a partir de poema de Carlos Drummond de Andrade, 1978), a música-título Cenas de um amor (Tendrement, Erik Satie, 1902, em versão em português de Nelson Motta, 1991), Corsário (João Bosco e Aldir Blanc, 1975) e Diz nos meus olhos (Inclemência, Zélia Duncan a partir de tema de Guerra-Peixe, 2005).
Tais músicas são veículos para a afinação de Leila Pinheiro com o academicismo virtuoso do grupo Seis com Casca no álbum Cenas de um amor.

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Dead Fish compila raridades da discografia da banda no álbum ‘Lado bets’


♪ Em cena há quase 30 anos, a banda capixaba Dead Fish andou vasculhando o próprio arquivo fonográfico para lançar EP com raridades da discografia desse grupo de hardcore punk formado em 1991 em Vitória (ES).
Como foram compilados dez fonogramas, o EP se tornou álbum intitulado Lado bets e programado para ser lançado na sexta-feira, 17 de julho, somente em edição digital.
O álbum agrupa gravações feitas entre 2004 e 2019, mas até então dispersas, fora dos álbuns oficiais da banda.
Selecionado pelos integrantes do Dead Fish com o produtor musical Rafael Ramos, o repertório de Lado bets inclui duas músicas – Michel Oghata e Múmia – gravadas para o álbum Um homem só (2006), mas excluídas da seleção final do disco e até então disponíveis somente em compacto de vinil de sete polegadas editado em 2010 com duas faixas de Dead Fish e outras duas da banda Mukeka Di Rato.
Capa do álbum ‘Lado bets’, da banda Dead Fish
Divulgação / Deck
Outra raridade ligada ao álbum Um homem só é Décimo andar, faixa gravada pelo Dead Fish em 2005 para série da MTV e oferecida como bônus somente para quem tivesse o código encartado na edição em CD desse álbum de 2006.
A música mais antiga do álbum Lado bets é Manic nonlinea, composta e gravada pelo Dead Fish em 2004, em tributo ao álbum Manic compression (1995), da banda norte-americana Quicksand.
Já a gravação mais recente da coletânea é O outro do outro, alocada como faixa escondida da edição em CD do último álbum do Dead Fish, Ponto cego (2019), e até então nunca disponibilizada oficialmente em edição digital.

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