Brasil e Paraguai fecham acordo automotivo em cúpula do Mercosul


Detalhes do acordo, que libera o comércio de veículos e autopeças entre os dois países, não foram divulgados. Produção de veículos no Brasil
Divulgação/Hyundai
Brasil e Paraguai conseguiram fechar, no último dia da cúpula do Mercosul, nesta quinta-feira (5), um acordo automotivo para liberar o comércio de veículos e autopeças entre os dois países, completando o ciclo de negociações desse tipo entre o Brasil e os países do bloco.
Um acordo do mesmo tipo foi assinado em junho com a Argentina e já existe um anterior a esse com o Uruguai. A intenção do governo brasileiro e dos demais países é agora integrar o setor automotivo às normas do Mercosul. Altamente taxado, o setor era uma das exceções do comércio do bloco.
O Brasil pretende ainda, ao conseguir adequar os veículos nas regras do Mercosul, trabalhar para reduzir a tarifa externa comum do setor automotivo, que hoje é a mais alta entre todos os setores do bloco, em 35%.
Os negociadores não deram inicialmente detalhes do acordo fechado. Um dos pontos de contencioso até esta semana era a intenção do Brasil de que o Paraguai abrisse mão da importação de veículos usados, o que o Paraguai não queria fazer.

GM e LG Chem investem US$ 2,3 bilhões em fábrica de baterias para veículos elétricos


Nova unidade ficará perto da fábrica de montagem da GM em Lordstown, no nordeste de Ohio, empregará mais de 1.100 pessoas. Instalação será uma das maiores de baterias do mundo. Chevrolet Bolt
Celso Tavares/G1
A General Motors e a sul-coreana LG Chem disseram nesta quinta-feira (5) que vão investir US$ 2,3 bilhões em uma fábrica de células de baterias na joint venture de veículos elétricos em Ohio, criando uma das maiores instalações de baterias do mundo.
A fábrica, a ser construída em um novo local perto da fábrica de montagem da GM em Lordstown, no nordeste de Ohio, empregará mais de 1.100 pessoas, disseram as empresas. A construção começará em meados de 2020 e terá uma capacidade anual de mais de 30 gigawatt-hora com flexibilidade para expandir.
Em uma entrevista coletiva, a presidente-executiva Mary Barra disse que a joint venture com a LG Chem visa “melhorar drasticamente a acessibilidade e a lucratividade dos veículos elétricos”.
Barra disse que o investimento na fábrica acelerará a iniciativa da montadora de introduzir 20 novos veículos elétricos em todo o mundo até 2023.
“A General Motors acredita na ciência do aquecimento global e em um futuro totalmente elétrico”, disse ela.
Barra disse que as novas células da bateria serão usadas em uma nova picape elétrica da GM, que começará a ser produzida no outono de 2021 na fábrica de Detroit-Hamtramck da empresa.
A fábrica de células de bateria de Ohio aumentará a capacidade global de baterias da LG Chem para 100 gigawatt-hora até o final de 2020, disse Hak-Cheol Shin, presidente-executivo da LG Chem.